Lava Jato cumpre 3 mandados de busca e apreensão no Rio e mira esquema que movimentou R$ 45 milhões em propina

A Polícia Federal cumpre três mandados de busca e apreensão na 76ª fase da Operação Lava Jato, na manhã desta quarta-feira (7), no Rio de Janeiro.

A ação foi batizada de Sem Limites III e investiga crimes de corrupção passiva, organização criminosa e de lavagem de dinheiro na área comercial da Petrobras, especialmente no comércio de bunker, como é conhecido o produto escuro usado como combustível de navio.

Funcionários e ex-funcionários da estatal são investigados, e a suspeita é de que o esquema tenha movimentado cerca de R$ 45 milhões em propinas entre 2009 e 2018.

Até o momento, não foi divulgado quem são os alvos.

As denúncias se basearam em declarações dos delatores da 57ª fase da operação.

Ainda conforme o MPF, há várias provas de que os investigados promoviam um verdadeiro rodízio no fechamento de operações com as empresas do setor e que estas também pagavam vantagens indevidas.

Como funcionava o esquema

De acordo com os delatores, funcionários da Petrobras que eram responsáveis pelas negociações de compra e venda de bunker e diesel marítimo recebiam vantagens indevidas para favorecer empresas de combustíveis. A compra era destinada ao abastecimento dos navios a serviço da Petrobras em portos estrangeiros.

As comissões eram geradas a partir da celebração das operações comerciais, e os executivos realizavam os pagamentos dos funcionários públicos com auxílio de um operador financeiro. Para isso, eles celebravam contratos fictícios para geração de recursos em espécie.

Um dos ex-funcionários da estatal, conforme as investigações, foi o responsável pelas negociações de combustíveis marítimos que abasteciam no porto de Singapura.

“Tendo em vista a série de irregularidades cometidas, entre as quais, relacionamento impróprio com fornecedores e conflito de interesses, chegou a ser suspenso de suas atividades por 29 dias”, disseram os procuradores.

Segundo a PF, a investigação aponta que os funcionários da Petrobras também repartiam os valores de propina com outros agentes públicos da gerência executiva de marketing e comercialização.

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