Governador em exercício do RJ veta mudança de nome do Maracanã

O governador em exercício do Rio, Cláudio Castro, vetou a alteração do nome do Estádio de Maracanã . A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado na manhã nesta quinta-feira (8).

A proposta, feita por um grupo de deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), era para trocar o nome de Estádio Jornalista Mário Filho para Estádio Edson Arantes do Nascimento – Rei Pelé.

Na quarta-feira (7), a própria Alerj desistiu da proposta e pediu para que o projeto fosse vetado. O anúncio foi feito pelo presidente da Casa, André Ceciliano (PT). A mudança de postura aconteceu após a repercussão negativa gerada pela proposta.

Ceciliano é um dos autores do projeto. Segundo ele, a ideia era homenagear Pelé em vida.

No mês passado, o Ministério Público já havia recomendado o veto ao projeto. Os procuradores diziam que o nome do estádio “integra a identidade cultural carioca” e que a mudança violaria patrimônio imaterial dos torcedores.

Além de Ceciliano, assinaram o projeto de lei os deputados Bebeto (Podemos), Marcio Pacheco (PSC), Eurico Junior (PV), Coronel Salema (PSD) e Alexandre Knoploch (PSL).

Segundo o projeto, o complexo esportivo teria o nome atual, Mário Filho, englobando ainda o ginásio Maracanãzinho e o estádio de atletismo Célio de Barros. Já o nome do Rei Pelé seria só no estádio de futebol.

Inaugurado no dia 16 de junho de 1950, o Maracanã completou 70 anos em 2020. Inicialmente batizado de Estádio Municipal, o localrecebeu sua primeira partida oficial no dia seguinte à inauguração: um amistoso entre as seleções do Rio de Janeiro e de São Paulo terminou com vitória dos paulistas por 3 a 1.

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