Governador concede escolta policial a Garotinho e Rosinha

Os ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho conseguiram junto ao governo Cláudio Castro (PL) o atendimento ao pedido de escolta da Polícia Militar, de dois turnos. A confirmação é do advogado do casal, Vanildo José da Costa Júnior. Segundo ele, o pedido de proteção se fez necessário diante de uma reportagem que expôs o agressor de Garotinho, enquanto esteve preso em Benfica.

O pedido de Garotinho ao governador aconteceu no mês passado. Na ocasião, o advogado chegou a argumentar: “O temor é real com a exposição do agressor, se a pessoa consegue entrar dentro de um presídio, alterar as câmeras de segurança e agredir uma pessoa que está sob a tutela do estado, imagina o que um indivíduo desse pode fazer”, informou.

No documento em que Garotinho pediu a escolta ao governador, ele explicou que a promotora de Justiça, Angélica Glioche, teria sido afastada, após a identificação do agressor como um soldado da Polícia Militar e tem o mesmo nome do pai, também policial militar e ex-subsecretário da pasta de Administração Penitenciária.

No pedido formulado ao governador, Garotinho destaca: “o agressor é policial militar, ostentando, portanto, porte de arma, e os subsídios inerentes a profissão, que, quando deixado nas mãos de pessoas malignas, transformam-se em verdadeiro instrumento de coação aos seus inimigos declarados”, diz trecho.

Preso em Benfica em 2017, Garotinho afirmou que tinha sido agredido no presídio. Na ocasião, segundo as autoridades penitenciárias, as câmeras não registraram outras pessoas na cela dele. Mas a investigação do MP constatou que as imagens das câmeras sofreram alterações.

O ex-governador, acusado de crimes eleitorais, saiu do presídio alegando que foi vítima de agressão. No depoimento na delegacia, Anthony Garotinho contou que adormeceu e foi despertado por um homem de 1,70m, branco, alourado, de calça jeans, sapato e blusa azul claro, com um bastão parecido com um taco de beisebol.

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