Gilmar Mendes nega liberdade a namorada campista de Dario Messer

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira (19) liberdade a Myra de Oliveira Athayde, namorada campista de Dario Messer, conhecido como o “doleiro dos doleiros”.

Gilmar Mendes não viu ilegalidade na ordem de prisão expedida pela Justiça Federal do Rio de Janeiro. Ela foi presa há um mês, quando foi deflagrada a Operação Patrón, desdobramento da Lava Jato no Rio.

Em julho, a polícia conseguiu prender julho Dario Messer, que era considerado foragido, em razão de investigações que rastrearam encontros do casal no Paraguai. Myra foi presa há um mês.

Para o ministro Gilmar Mendes, a Justiça apresentou a motivação para a prisão. “Não vislumbro constrangimento ilegal manifesto a justificar excepcional conhecimento deste habeas corpus. Tanto o ato coator, como o decreto prisional, encontram-se bem fundamentados e amparados por circunstâncias fáticas que justificam a prisão preventiva da paciente, pelo menos por ora”, decidiu.

O ministro destacou que, conforme a Polícia Federal, desde novembro de 2018 e durante todo o período em que Dario Messer – acusado na Operação Câmbio, Desligo – permaneceu foragido, “a paciente atuou como agente operacional do esquema de evasão de divisas, articulando a retirada de valores com doleiros no Paraguai e a entrada desses valores no Brasil, além de ter efetivado a remessa de divisas para os Estados Unidos em conta em offshore”.

Para o ministro, a análise do processo indica que a namorada ajudou Dario Messer a cometer crimes.

“A análise das diligências policiais apontam que a paciente realizou diversas viagens internacionais (ao Paraguai e aos Estados Unidos) no período em que Dario Messer já havia retornado ao Brasil, com finalidade operacional, em prol da organização criminosa de Dario Messer, que mesmo foragido, continuava a sua atividade com o auxílio da paciente.”

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