Fornecedores de armas e drogas do PCC e CV são presos no Paraguai

Rio – Um brasileiro apontado como o principal fornecedor de armas e drogas para as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) foi preso, na madrugada desta segunda-feira, por agentes da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD). Seu braço-direito, um paraguaio de 27 anos, também foi detido em uma ação simultânea ocorrida no país. A A Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) vai apurar a ligação deles com criminosos do Rio.

Levi Adrian Felício, 57 anos, apontado como o chefão que abastece com armas, cocaína e maconha as facções no Brasil, foi preso no seu apartamento em Villa Morra, um dos bairros mais luxuosos de Assunção. Levi estava dormindo quando os policiais invadiram o seu imóvel, acompanhado de uma brasileira. Ele tinha mandados de prisão em aberto tanto no Brasil quanto no Paraguai.

Os policiais apreenderam no local um fuzil calibre 762, duas pistolas, dois revólveres calibre 38, munições de vários calibres, dinheiro e documentos. Também foram encontrados veículos luxuosos, relógios caros, celulares e computadores. Ele estava no Paraguai com identidade falsa. De seu poder, foram apreendidos 1 rifle de calibre 762, 2 pistolas de 9 mm e 2 revólveres de 38 calibre e projéteis de vários calibres. Além disso, dinheiro, jóias, relógios, telefones celulares, computadores e documentos.

Já o homem apontado como seu braço direito, o paraguaio Márcio Gayoso, de 27 anos, também foi preso em uma casa de luxo, em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta-Porã, no Mato Grosso do Sul. Com Candonga, como é conhecido, havia armas, documentos e dinheiro. Ele é o coordenador da logística do fornecimento de armas e drogas na fronteira, segundo a SENAD.

A investigação paraguaia que colocou os dois na cadeia foi iniciada há cerca de um ano e meio. A Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) do Rio vai investigar a ligação dos criminosos com traficantes do Rio.

“Estamos apurando se alguém que estamos investigando tem relação com eles e vamos instaurar um procedimento. Estamos levantando informações sobre eles para ver se bate com alguma investigação nossa”, disse o delegado-titular da Desarme, Marcus Amin.

Fonte: O Dia

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