Filiado ao PSD e presidenciável, Rodrigo Pacheco diz que “chegamos ao limite dos extremos”

Rodrigo Pacheco está oficialmente filiado ao PSD de Gilberto Kassab, que pretende lançá-lo ao Planalto em 2022.

A ficha de filiação foi assinada há pouco pelo presidente do Senado em cerimônia concorrida no Memorial JK, em Brasília. Ao fundo, um grupo musical de Diamantina (MG) tocada “Peixe vivo”, em ritmo de chorinho, música que acompanhou Juscelino Kubitschek, apontado como “o grande timoneiro” para o projeto presidencial do PSD.

Gilberto Kassab, antes de passar a palavra ao novo filiado, disse:

“Rodrigo Pacheco vai ser o nosso candidato.”

Em seu discurso, que foi preparado previamente e lido, o senador mineiro falou em “grande esperança de estarmos unidos para o bem do Brasil”. Ao citar gestores locais presentes, disse que tem “compromisso absoluto com o federalismo e a defesa dos estados brasileiros”.

“É com muita alegria que estou aqui hoje, no Memorial JK, dando um passo importante para minha vida política”, afirmou.

Pacheco lamentou as mortes pela Covid e se solidarizou com os familiares das vítimas ainda em meio à pandemias.

“Não há dúvidas de que estamos atravessando um dos momentos mais difíceis da nossa história. (…) Temos desafios enormes pela frente: o desafio da pandemia, o desafio social e do mercado de trabalho, os desafios na área ambiental, os desafios da saúde e de uma educação de qualidade, o desafio na produção de energia e agora também o desafio da fome, um flagelo inaceitável que tem castigado tantos e tantos brasileiros.”

O presidente do Senado disse também que “os brasileiros estão penando com uma economia que não deslancha”.

“Mas não podemos deixar de acreditar no futuro. Essa não é o Brasil que nós desejamos.”

O senador mineiro afirmou, ainda, citando Juscelino Kubitschek e Tancredo Neves, que “estamos cansados de viver em meio a incertezas, incompreensão e intolerância”. Ele falou que uma “sociedade dividida nunca chegará a lugar algum” e defendeu “a união” e a “boa política”.

“Chegamos ao limite dos extremos. (…) Já passou da hora de voltarmos ao diálogo, de retomarmos o diálogo, o desenvolvimento e a paz.”

“Da minha parte, quero contribuir para que o Brasil recupere a sua auto-estima e a sua força, recupere a sua paz, que a gente volte a sorrir, a ter esperança, a ter felicidade, a ter o país que todos nós queremos e, cá entre nós, merecemos”, acrescentou.

O Antagonista*

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