Ex-prefeito de Carmo é preso em operação contra sobrepreço na compra de respiradores para a Covid - Tribuna NF

Ex-prefeito de Carmo é preso em operação contra sobrepreço na compra de respiradores para a Covid

Foto: arquivo

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil do RJ tentam prender nesta sexta-feira (10) 7 pessoas na Operação Éolo, contra suspeita de superfaturamento na compra de respiradores pelo Município de Carmo, na Região Serrana, durante a pandemia de Covid. Até a última atualização desta reportagem, 4 haviam sido presos.

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A ação desta sexta é um desdobramento da Operação Chorume, em março de 2021, sobre supostas fraudes em contratos para a limpeza urbana em Carmo. Na ocasião, o ex-prefeito Paulo César Ladeira foi preso, e R$ 130 mil, achados enterrados em tubos de PVC no sítio dele. Segundo a polícia, o valor era oriundo de propina paga pela empresa que fazia a coleta de lixo na cidade. Ladeira seria preso mais uma vez, 3 meses depois.

Os mandados desta sexta foram expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada da Capital em endereços no Recreio dos Bandeirantes, Barra de Guaratiba, Mangaratiba, São João de Meriti, Nilópolis, Mesquita, Laje do Muriaé e Carmo.

Respiradores caros e quebrados

Segundo as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) na Operação Éolo, Ladeira comprou, em 2020, 9 respiradores da empresa Sheridan Rio Comércio e Serviços. À época, a prefeitura usou recursos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

O MPRJ descobriu que houve sobrepreço e que apenas 4 dos 9 aparelhos funcionavam.

A Sheridan tem como natureza principal a limpeza em prédios e domicílios. Entre as atividades secundárias da firma estão construção de rodovias, agência de viagens, produção musical e teatral, comércio de equipamentos hospitalares e fabricação de meias.

O Gaeco/MPRJ denunciou à Justiça 14 pessoas pelos crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, contratação direta ilegal e fraude nos contratos de licitação e lavagem de dinheiro.

Fonte: G1/MPRJ

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