"Empresas tiveram informações privilegiadas do certame", afirma Delegado da PF sobre operação contra vereadores de Campos e servidores da SEEDUC - Tribuna NF

“Empresas tiveram informações privilegiadas do certame”, afirma Delegado da PF sobre operação contra vereadores de Campos e servidores da SEEDUC

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Uma reunião para privilegiar empresas em um processo de licitação foi o que motivou a Operação Stop. A informação é de Wesley Amato, delegado da Polícia Federal, que detalhou a investigação em coletiva à Imprensa, na manhã desta quinta-feira (9), horas após o início da ação desencadeada em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público. Segundo Amato, a reunião aconteceu no dia 25 de julho de 2022, em Campos.

“O certame foi realizado pela Regional Norte e por representantes de várias escolas numa segunda-feira (25/07/2022), sendo que na quinta-feira anterior (21), houve uma reunião em que a diretora regional chamou os atuais prestadores de serviço para apresentar os documentos que seriam fundamentais para o certame e, nestes quatro dias, os prestadores reuniram os documentos necessários”, disse o delegado.

Segundo Amato, outras empresas concorrentes às favorecidas já prestavam serviço ao Estado por cerca de 20 anos. “Porém, as rotas não eram atrativas e preço que se pagava pelo quilômetro rodado era em torno de R$1,60. Depois da reunião, o valor do quilômetro rodado passou para R$6, um aumento de mais de 300%. Os antigos prestadores de serviço acharam que seriam só uma recontratação, mas nos locais, eles encontraram representantes de novas empresas, pessoas prepostas que estavam com a documentação previamente exigida. Uma das linhas investigativas é esta, de informação privilegiada para que uma destas empresas apresentassem a documentação completa em detrimento dos outros participantes que não tiveram esta oportunidade, principalnmente porque algumas certidões não podiam ser emitidas nos finais de semana”, disse.

Sobre a suspeita de participação dos vereadores Maicon Cruz e Marquinhos do Transporte no esquema, o delegado afirmou que “temos suspeita de intervenção deles ou ingerência junto à Coordenação Regional e às empresas de transporte. Inclusive, um dos vereadores é proprietário de uma empresa de transporte, o filho é dono de outra empresa e a nora é dona de outra empresa. Todas investigadas na ação. O escopo desta investigação é em Campos, mas não sabemos o que pode vir das provas apreendidas e dos depoimentos que serão recolhidos”, disse o delegado.

O delegado não soube informar o valor das contratações. “Oficiamos a SEEDUC, mas não obtivemos as informações por completo”, afirmou.

Com informações Ururau*

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Alerj

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