Diretor do CRDI de Campos está com chikungunya

O mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, não poupou nem o diretor do Centro de Doenças Infecto-infecciosas (CRDI) de Campos, Luiz José de Souza. O médico foi infectado com chikungunya e disse que tem passado por sintomas severos. O caso entrou para a estatística do município, que já conta com 4.362 pessoas infectadas neste ano. Em todo o Estado, foram registrados, até o último dia 18, 50.507 casos de chikungunya, 24.361 de dengue e 1.173 de zika.

Segundo Luiz José de Souza, os sintomas foram se agravando ao longo dos dias, mas o tratamento tem sido eficaz. “Já tenho uma artrose no joelho esquerdo e comecei a sentir as primeiras dores, mas achei que fosse por conta da artrose. Mas os sintomas foram aumentando e as dores piorando, e aí foi descoberta a chikungunya”, disse.

O médico ressaltou que o alerta e a prevenção devem ser mantidos sempre. “Ninguém está imune as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, portanto as pessoas devem estar atentas em suas casas para ajudarem a eliminar os possíveis focos do mosquito”, declarou ao acrescentar que o número de atendimentos no CRDI continuam entre 250 a 300 por dia.

De acordo com dados da secretaria de Saúde de Campos, dos 4.362 casos de chikungunya neste ano, 432 foram contabilizados neste mês. Já os casos de dengue somam 13 e não há nenhum de zika.

Para amenizar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, a Prefeitura de Campos tem realizado mutirões em bairros estratégicos. No último dia 19, mais de 200 agentes de endemias se mobilizaram no Parque Guarus. Na ação, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) contou com o apoio da Superintendência de Limpeza Pública e do setor de Postura, no esforço para reduzir a infestação de chikungunya no município. Além do Parque Guarus, mais de 14 bairros também já receberam ação conjunta contra o Aedes aegypti.

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