Desdobramento de operação da PF fez buscas na casa de doleiro de Ricardo Teixeira

A Operação Enterro dos Ossos da Polícia Federal fez buscas nesta terça-feira (17) na casa de Mauro Mendlewicz, apontado como doleiro do cartola Ricardo Teixeira. A operação, um desdobramento das Operações Patrón e Câmbio Desligo, teve como objetivo investigar crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

A TV Globo apurou que Mendlewicz é investigado pelos dois crimes e era um dos clientes de Roland Gerbauld – doleiro e operador financeiro que escondia e investia ativos do doleiro Darío Messer no exterior.

Roland é o principal alvo da operação da operação mesmo morando nos Estados Unidos. A PF conseguiu mapear e-mails de Roland mostrando sua contabilidade no exterior.

Ele já era investigado por fraudes no Fundo Postalis e suspeito, segundo a TV Globo apurou, de criar fundos no exterior para negócios pouco rentáveis, que não seriam aceitos em negócios tradicionais, mas eram feitos com fundos de pensão públicos após articulação política, normalmente com pagamento de propina.

A Polícia Federal apura ainda se ele transferiu bens para os filhos, como forma de fugir das autoridades brasileiras.

Também foram alvo de buscas o empresário Ricardo Dyskant, conhecido membro da alta sociedade carioca, e Armando Vasone, importante empreendedor imobiliário de são Paulo.

‘Enterro dos Ossos’

A Operação Enterro dos Ossos, contra evasão de divisas e lavagem de dinheiro tinha 11 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do RJ, em residências e empresas localizadas no Rio de Janeiro e em São Paulo.

A PF apreendeu 58.340 dólares, 1.750 euros e R$ 5.700, num total de R$ 304 mil.

O objetivo era aprofundar as investigações acerca de pessoas físicas que mantém ou mantiveram bens e recursos no exterior não declarados às autoridades brasileiras, além de praticar operações suspeitas de “dólar-cabo”.

“Enterro dos ossos” é uma expressão utilizada no Brasil sobre o costume de as famílias voltarem a reunir-se no dia seguinte da ceia do Natal para continuar a refeição da noite anterior”, explicou a PF sobre o nome da operação dando a entender que os investigados voltaram a se reunir para cometer novos crimes.

G1*

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