Coronavírus faz China construir hospital com mil leitos em menos de uma semana

PEQUIM – A cidade chinesa de Wuhan pretende construir até o começo da próxima semana um novo hospital com mil leitos para tratar vítimas do coronavírus. Máquinas já estão no local, a todo vapor.

O vírus já matou 26 pessoas na China e infectou mais de 800, segundo informações do governo nesta sexta-feira. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença é uma emergência no país, mas “ainda é cedo” para decretar estado de emergência global. A maioria dos casos está concentrada em Wuhan, de onde o vírus teria começado a se propagar no final do ano passado. Nos Estados Unidos, o segundo caso foi confirmado. No Nepal também há contágio, e já são 11 países atingidos pelo vírus.

O novo hospital está sendo construído em torno de um complexo de lazer originalmente destinado a trabalhadores locais, situado em um jardim à beira de um lago nos arredores da cidade, informou o jornal ‘Changjiang Daily’.

Na noite desta quinta-feira, chegaram ao local 35 escavadeiras e 10 tratores para preparar as novas instalações em tempo recorde, acrescentou o jornal. Os edifícios pré-fabricados, com mil leitos, já estão sendo erguidos

Nota do governo diz que a “construção do hospital visa resolver a escassez de recursos médicos existentes”. “Como serão prédios pré-fabricados, eles não apenas serão construídos rapidamente, mas também não custarão muito”.

A China State Construction Engineering, uma das empresas envolvidas no projeto, disse que estava “fazendo tudo o que pode e superaria as dificuldades” para cumprir o objetivo, acrescentando que mais de 100 pessoas estão envolvidas na construção.

Imagens na televisão estatal mostraram intensa atividade no canteiro de obras lamacento, com dezenas de escavadeiras pintadas em várias cores preparando terreno, com grande fluxo de caminhões transportando materiais e equipamentos.

A obra segue o exemplo de Pequim em 2003, quando a cidade enfrentou a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). Cerca de 774 pessoas morreram globalmente na epidemia de SARS, que atingiu quase 30 países. Na época, o governo chinês construiu o hospital Xiaotangshan no subúrbios ao norte da cidade em apenas uma semana. Em dois meses, a instituição tratou um sétimo de todos os pacientes com SARS do país, disse o Changjiang Daily.

Isolamento

O governo chinês está colocando cidades em quarentena, a começar por Wuhan, uma metrópole de 11 milhões de habitantes. Ao todo, 13 prefeituras adotaram medidas de confinamento na região, deixando mais de 40 milhões de chineses isolados em suas cidades.

O governo também anunciou, nesta sexta-feira, o fechamento de trechos da Grande Muralha, assim como de monumentos emblemáticos de Pequim, em meio às medidas adotadas para controlar a propagação do coronavírus.

Fonte: O Globo

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