Condenado na Lava Jato, ex-deputado do RJ Edson Albertassi consegue liberdade condicional

Condenado na Lava Jato, o ex-deputado estadual Edson Albertassi conseguiu o benefício da liberdade condicional. Ele estava em prisão domiciliar desde abril de 2020, por conta da pandemia da Covid-19.

A decisão é do juiz Marcelo Rubioli, da Vara de Execuções Penais (VEP): “Fica determinado o comparecimento do penitente no Patronato Magarinos Torres em 30 dias contados de sua soltura, tempo necessário para o envio da Carta de Liberdade Condicional, e, a partir de então, bimestralmente, para assinar boletim de frequência e manter informados/atualizados seu endereço e suas atividades”, escreveu o magistrado no despacho, publicado em 16 de junho.

O então deputado Edson Albertassi foi preso em novembro de 2017 na Operação “Cadeia Velha”, desdobramento da Lava Jato no Rio. Além dele, também foram presos os ex-presidentes da Assembleia Legislativa do Rio Jorge Picciani e Paulo Melo.

As investigações da Lava Jato apontaram a existência de um esquema de corrupção envolvendo a aprovação de projetos na Alerj em troca de propinas pagas por empresas de ônibus e empreiteiras. Os ex-parlamentares teriam recebido mais de R$ 100 milhões.

Em março de 2019, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) condenou Albertassi a 13 anos e 4 meses de prisão em regime fechado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Em fevereiro de 2020, Albertassi conseguiu a progressão para o regime semiaberto. No início de abril do mesmo ano, conseguiu o direito de ficar em prisão domiciliar por causa da pandemia do coronavírus.

Em nota, o advogado Marcio Delambert, que defende Albertassi, disse que o ex-deputado “já cumpriu o tempo de pena em regime fechado e possui comportamento exemplar, de modo a fazer jus ao benefício do livramento condicional concedido pela Justiça”.

Paulo Melo e Jorge Picciani

Paulo Melo está em liberdade condicional desde agosto do ano passado. Em 2019, ele tinha sido condenado no processo da Operação Cadeia Velha a 12 anos e 10 meses de prisão.

Mas em março deste ano, o Supremo Tribunal Federal anulou a condenação de Melo. Isso porque, no julgamento do processo no TRF-2, três testemunhas de acusação foram ouvidas depois dos depoimentos das testemunhas de defesa.

Já Jorge Picciani foi para prisão domiciliar em março de 2018, por motivos de saúde. Em março de 2019, ele foi condenado a 21 anos de prisão na Cadeia Velha.

Picciani morreu em maio do ano passado, aos 66 anos, num hospital em São Paulo, onde fazia tratamento para câncer na bexiga.

G1*

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.