24/05/2024
Política

Com mais de um milhão de refeições servidas, RJ Alimenta chegará ao Norte Fluminense

Com mais de um milhão de refeições distribuídas desde agosto, nos polos do Rio de Janeiro e Nova Iguaçu, o programa RJ Alimenta, do Governo do Estado, foi ampliado na sexta-feira para Magé, na Baixada Fluminense, e vai chegar a Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, no dia 7 de maio. Uma das beneficiadas é Cláudia Guimarães, que precisou parar de trabalhar por causa da pandemia da Covid-19 e vem se alimentando com ajuda do projeto. Em tratamento contra um câncer, esta foi a maneira que encontrou de manter uma alimentação balanceada para reforçar o sistema imunológico.

– Sem esse projeto, nós não somos nada, estaríamos com fome uma hora dessas. Eu venho almoçar aqui todos os dias há mais de dois meses – agradece ela, que frequenta o polo do projeto na capital. Cerca de 4,5 mil pessoas que recebem, diariamente, alimentação no Rio e Nova Iguaçu.

O RJ Alimenta foi criado numa parceria entre a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos e a Fundação Leão XIII, como mais um instrumento para combater a fome durante a pandemia. O programa foi planejado para ir até fevereiro deste ano, mas, devido à nova onda da crise sanitária, funcionará, pelo menos, até agosto. As refeições (café, almoço e jantar) são servidas para pessoas em situação de rua, catadores de material reciclável, famílias em condições de pobreza e extrema pobreza e trabalhadores informais.

– A fome é a outra face cruel desta pandemia. A preocupação com os mais pobres me acompanha a vida toda, e vamos expandir este projeto – disse o governador em exercício, Cláudio Castro.

Com a expansão para Magé e Campos, o número total de refeições diárias vai passar a ser de 7,5 mil. Ao todo, a meta é atingir 2 milhões de pratos distribuídos até agosto.

– Tenho certeza de que outras parcerias serão realizadas em breve – aposta o secretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Bruno Dauaire.

Outra pessoa beneficiada é Roberto Rosa, que vive há 6 anos nas ruas da capital. Entre um bico e outro, conseguia se equilibrar e tocar a vida. A pandemia piorou tudo. Sem muitas opções de serviços diários, a fome se tornou um pesadelo.

– Se não fosse essa turma, a gente não teria o que comer, o que beber. Eles ajudam muita gente, não só os moradores em situação de rua, mas também as famílias dos casarões ocupados aqui pelo Centro do Rio – desabafa ele.

– Prover alimentação é um direito universal, é isso que o Governo do Estado está fazendo por meio do RJ Alimenta. O projeto é fundamental para o momento em que estamos vivendo, de aumento da fome e da pobreza – explica Luiza Trabuco, superintendente de Segurança Alimentar e Nutricional da Secretaria de Desenvolvimento Social.

Ascom*

Alerj

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