Carla Machado fala sobre decisão de não se vacinar contra a Covid-19 e questiona eficácia da imunização de crianças

A prefeita de São João da Barra, Carla Machado, que foi barrada em uma entrevista na InterTV por não estar imunizada contra a Covid-19, comentou nesta quarta-feira (19), em uma live divulgada por meio de suas redes sociais, a decisão de não se vacinar, postura que contraria recomendações de autoridades sanitárias de todo o país.

Durante a transmissão, Carla manifestou “dúvidas” em relação aos imunizantes usados para combater o avanço do novo coronavírus e suas variantes.

“Eu não sou antivacina. Tomei várias. Sou à favor da ciência. Só que eu tenho minhas dúvidas e acho que (não me vacinar) é um direito se eu não prejudico ninguém, porque tomando ou não tomando a gente continua a transmitir e continua a se contagiar. Aqui, a gente nunca impôs a ninguém. No dia em que abriu a companha de vacinação, eu estava ali, junto, incentivando os funcionários. Fui à vacinação dos idosos. Sempre fui entusiasta da vacinação. Minha formação é na área Contábil e do magistério. E sei que tem especialista, mas não existe verdade absoluta, a verdade é relativa. Como tem cientistas que acham que a vacina ajuda, tem outros que acham que não. Eu comecei a pesquisar isso, não me senti no direito de falar isso com ninguém, pois não sou especialista, não sou cientista. Eu fiz a minha parte enquanto gestora pública e continuei refletindo. Eu já estava fazendo o que tinha que fazer para proteger meu corpo físico. Eu me amo. E fiz uma opção”, afirmou.

A prefeita de São João da Barra também se posicionou de forma contrária à vacinação infantil. Apesar de o uso do imunizante pediátrico da Pfizer ter sido aprovado pelo corpo técnico da Anvisa, Carla pediu que mães do município busquem orientação médica antes de levar os filhos aos postos para receber a dose.

“Vou pedir às mães: olha a bula! Se eu tivesse filho, eu não vacinaria. Tem um RNA Mensageiro, né? Porque a Anvisa… A vacina, para vocês entenderem, precisa de no mínimo cinco anos para que sejam comprovados os efeitos colaterais. A Pfizer, por exemplo, não se responsabiliza por quaisquer efeitos colaterais. Mexe com o RNA, essa proteína aí, que é uma proteína que pode, né?, dar algum tipo de problema. E eu não poderia deixar de vir aqui falar como mãe, que a gente sempre é, independente do filho estar presente ou não, conosco. Nós estamos aí, preparando um medicamento natural, sem efeito colateral, para ajudar na imunidade das crianças. A secretaria de Saúde já está providenciando e vocês pensem. Elevem o pensamento a Deus, peça para orientar vocês. Leve seu filho ao pediatra antes, pede para ele assinar, indicando a vacina”, opina.

O governo federal tentou impor que a vacinação de crianças de 5 a 11 anos só acontecesse mediante prescrição médica, mas o Ministério da Saúde desistiu da exigência.

Com JTV*

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