Cabral luta para não ver delação naufragar por falta de provas

Desde que fechou delação com a Polícia Federal, driblando as negativas do MPF, Sergio Cabral sonha em obter algum benefício em troca dos crimes que se dispôs a entregar.

Como chefe da quadrilha que tomou de assalto o governo do Rio, Cabral foi condenado a 282 anos de prisão. Sua vida poderia melhorar se os anexos de sua delação produzissem investigações efetivas contra outros comparsas ainda livres do rigor da lei.

Suas relações, enquanto governador, com figuras importantes do Judiciário foram desde sempre a explicação do interesse dos investigadores ao premiar Cabral.

Como revelou o Jornal O Globo nesta segunda, Cabral já não conta com esse importante trunfo no seu acordo. As denúncias feitas por ele contra ministros do STJ e do TCU foram arquivadas pelo presidente do STF, ministro Dias Toffoli, a pedido da PGR.

Os relatos, apesar de avalizados pelo relator da Lava-Jato na Corte, ministro Edson Fachin, careceriam de provas, entendeu Toffoli.

Ao saber da decisão, a defesa de Cabral decidiu ir a Brasília para inventariar os estragos. Cabral ainda teria outros nove inquéritos derivados de sua delação para justificar algum benefício como delator. O futuro, no entanto, é incerto.

Augusto Aras, o chefe da PGR que pediu o arquivamento dos inquéritos contra os ministros dos tribunais, sempre foi contra o acordo da PF com Cabral.

Veja*

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *