Bombeiro preso no Caso Marielle será investigado por lavagem de dinheiro

O bombeiro Maxwell Simoes Correa, o Suel, preso nesta quarta-feira (10) em um desdobramento do Caso Marielle, será investigado por lavagem de dinheiro.

Suel foi detido em casa, uma mansão de três andares, com piscina, dentro de um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. Um imóvel lá está avaliado em R$ 1,9 milhão.

A polícia também apreendeu uma BMW X6, de propriedade do sargento, no valor de R$ 170 mil.

Uma consulta ao Portal da Transparência do RJ mostra que Suel, como sargento do Corpo de Bombeiros, recebeu em média R$ 4,8 mil de salário nos últimos 12 meses.

O delegado Antonio Ricardo Nunes, diretor do Departamento-Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa, afirmou que outras prisões estão a caminho dentro da investigação de lavagem de dinheiro.

“Essa prisão é importantíssima, é a 65ª decorrente do caso principal. Nós temos certeza de que a prisão desse agente público vai trazer elementos para finalizarmos esse caso”, afirmou.

Obstrução

O Ministério Público do RJ afirma que Suel “atrapalhou de maneira deliberada” as investigações sobre o atentado contra Marielle.

“O papel de Maxwell para obstruir as investigações foi ceder o veículo utilizado para guardar o vasto arsenal bélico pertencente a Ronnie, entre os dias 13 e 14 de março de 2019, para que o armamento fosse, posteriormente, descartado em alto-mar”, afirmou o MP.

Esse veículo foi um Dodge Journey, cujo valor está estimado em R$ 150 mil.

A prisão desta quarta-feira foi por obstrução de Justiça.

Ainda segundo a força-tarefa, Suel é braço direito de Ronnie Lessa, apontado como o autor dos disparos no atentado.

“São pessoas extremamente ligadas, tanto na vida do crime quanto na vida social”, afirmou o delegado Daniel Rosa.

G1*

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