Vídeo: PF contabiliza dinheiro encontrado embaixo de sofá em empresa ligada a Washington Reis

A Polícia Federal contabiliza o dinheiro encontrado em uma empresa localizada em Xerém, na Baixada Fluminense, ligada ao ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis. Segundo os agentes, o montante estava escondido embaixo de um sofá. A apreensão foi realizada durante a segunda fase da Operação Anáfora, deflagrada nesta terça-feira. Vídeo ao final.

A operação investiga um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo recursos públicos desviados, principalmente verbas destinadas à saúde. As investigações começaram em 2022 e têm como principal alvo Washington Reis. Também é investigada a irmã dele, Jane Reis, pré-candidata a vice-governadora do Rio de Janeiro, apontada pela Polícia Federal como responsável por atuar na operacionalização da lavagem de dinheiro atribuída ao ex-prefeito.
O aprofundamento da apuração ocorreu após a primeira fase da Operação Anáfora, quando foram cumpridos 27 mandados de busca e apreensão. Na ocasião, Washington Reis, que também foi alvo da investigação, era candidato a vice-governador na chapa de Cláudio Castro.
Nesta nova etapa, os agentes cumprem 14 mandados de busca e apreensão. Quatro deles estão relacionados a Washington Reis, do MDB, e os outros dez ao Grupo Peixoto, do empresário Mário Peixoto. As diligências ocorrem na capital, em Niterói e em Duque de Caxias. Apesar de ser um dos alvos da investigação, a residência de Washington Reis não é alvo de buscas nesta terça-feira.
De acordo com a Polícia Federal, as investigações apontam que os envolvidos mantinham patrimônio em nome de terceiros, realizavam despesas incompatíveis com a renda declarada e participavam de negociações relacionadas a imóveis como forma de ocultar recursos.
Os investigados poderão responder, de acordo com a participação de cada um, pelos crimes de organização criminosa, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.
O empresário Mário Peixoto já havia sido denunciado pelo Ministério Público Federal após a Operação Favorito, deflagrada em maio de 2020. Segundo as investigações da época, ele teria sido um dos beneficiários do esquema de corrupção apurado durante o governo Wilson Witzel.



