25/05/2024
Política

Irmão de Cláudio Castro é alvo de busca e apreensão da PF; governador é investigado

Vinícius Sarciá Rocha, irmão do governador Cláudio Castro, é alvo nesta quarta-feira (20) da Operação Sétimo Mandamento, da Polícia Federal (PF), com mandados expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), dentro da investigação sobre possíveis fraudes em programas assistenciais do estado.

Além de Sarciá, que é presidente do Conselho de Administração da Agerio, a Agência Estadual de Fomento, também sofreram buscas Astrid de Souza Brasil Nunes, subsecretária de Integração Sociogovernamental e de Projetos Especiais da Secretaria Estadual de Governo, e Allan Borges Nogueira, Gestor de Governança Socioambiental da Cedae.

Na Operação Sétimo Mandamento, a PF investiga os crimes de organização criminosa, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, que teriam sido praticados na execução dos projetos Novo Olhar, Rio Cidadão, Agente Social e Qualimóvel entre os anos 2017 e 2020.

Em abril, o ministro Raul Araújo, do STJ, autorizou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal (PF) para investigar o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), pelo suposto envolvimento dele em um esquema de corrupção na época em que ele era vereador e vice-governador.

O pedido de inquérito foi feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR), em novembro do ano passado. A PGR defendeu a apuração de crimes que teriam sido praticados a partir de 2017: organização criminosa, fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e peculato, que é o desvio de dinheiro público.

Agentes saíram para cumprir 3 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), na cidade do Rio de Janeiro. Policiais federais cumprem ainda 7 medidas de afastamento de sigilo bancário e fiscal e 6 medidas de afastamento de sigilo telemático.

De acordo com as investigações, a organização criminosa penetrou nos setores públicos assistenciais sociais do estado e realizou fraude a licitações e contratos administrativos, desvio de verbas públicas e pagamentos de propinas aos envolvidos nos esquemas criminosos.

“O grupo obteve vantagens econômicas e políticas indevidas, pois procurou direcionar a execução dos projetos sociais para seus redutos eleitorais, aproveitando-se também da população mais necessitada”, afirmou a PF.

“Foram identificados pagamentos de vantagens ilícitas variáveis entre 5% e 25% dos valores dos contratos na área de assistência social, que totalizam mais de R$ 70 milhões, emendou.

Com informações G1*

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Alerj

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