TRF-Rio nega pedido de habeas corpus de Mário Peixoto

O desembargador federal Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal do Rio, negou, nesta quinta-feira (21), pedido de liminar em habeas corpus para o empresário Mário Peixoto, acusado de integrar esquema na saúde do governo do estado, que está em Bangu 8. Ele foi preso na Operação Favorito, na última semana. Marico Peixoto alegou que “não haveria elementos suficientes para provar ligação de sua empresa com esquema de propina na saúde”. Mas o desembargador Abel Gomes apontou indícios em quebra de sigilo telefônico, email e bancário, além de informações prestadas por colaboradores.

O empresário Mario Peixoto também alegou que faz parte do grupo de risco para Covid-19. Mas o desembargador alegou que o empresário foi colocado em regime de quarentena a fim de evitar risco de contágio.

Operação Favorito

O MPF afirma que há indícios de prática atual de crimes de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e obstrução de justiça por Mário Peixoto e que áudios interceptados em março deste ano há referências expressas a respeito de ordem dele para que os demais integrantes da organização criminosa destruíssem provas. Peixoto foi preso em Angra dos Reis, na Costa Verde. Ele e é dono de empresas que têm contratos com as gestões de Sérgio Cabral e Wilson Witzel e com o governo federal. Segundo a apuração do MPF, elementos apontam que o grupo criminoso alavancou os negócios com contratações públicas realizadas por meio das suas inúmeras pessoas jurídicas, entre elas Cooperativas de Trabalho e Organizações Sociais. Os procuradores apontam que a maioria era constituída em nome de interpostas pessoas, para disfarçar a lavagem dos recursos públicos e o repasse de valores para agentes públicos envolvidos.

Comente

%d blogueiros gostam disto: