Cabral versus Pezão: o que diz a delação de Sérgio Cabral

Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão se estranharam ontem diante de Marcelo Bretas, quando prestaram depoimentos (separadamente) sobre propinas, caixa 2 e armações em seus tempos como governantes do Rio de Janeiro.

Pezão negou que tenha recebido os milhões que Cabral garante que o seu sucessor recebeu dos empresários de ônibus para sua campanha ao governo em 2014. Apontou uma contradição nos depoimentos dados até agora por Cabral. No primeiro, citou R$ 20 milhões; ontem, cravou R$ 30 milhões.

A delação de Cabral, que está na mesa de Edson Fachin para ser homologada, detalha a história.

Nela, Cabral conta é que foram duas parcelas — uma de R$ 23 milhões para a disputa do primeiro turno da eleição de 2014 e mais R$ 7 milhões para o segundo turno. Quem coordenou o pagamento, segundo a versão de Cabral, foi ele próprio e o ex-presidente da Fetranspor, José Carlos Lavoura. E tudo teria sido acertado numa reunião em março de 2014 no Palácio Guanabara, da qual participaram Cabral, Pezão, Lavouras e um ex-braço-direito e secretário de Pezão, Hudson Braga.

Fonte: Blog do Lauro Jardim, O Globo.

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