28/05/2024
Política

Assembleia de professores da rede estadual da Educação do RJ decide manter a greve

Em Assembleia Geral realizada nesta quinta-feira (15), o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) decidiu por unanimidade manter a greve, que completa um mês no próximo sábado. Os representantes da categoria tinham uma reunião com a Secretaria estadual de Educação (Seeduc) marcada para a manhã desta quinta-feira, mas o encontro não ocorreu. O motivo não foi indicado.

De acordo com o governo do Rio, a paralisação foi aderida por 23% da rede. Segundo o sindicato, o número chega a 70%. A greve exige o pagamento do piso salarial – decreto federal – adequado ao plano de carreira dos educadores (entenda abaixo). Castro alega impossibilidade econômica para atender à demanda da classe.

Na quarta-feira (14), os educadores fizeram vigília na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e caminharam até o prédio da Seeduc, onde se envolveram em confusão com agentes da Polícia Militar. A corporação alegou que o desentendimento aconteceu por causa de uma tentativa dos protestantes de furar um bloqueio policial.

Entenda a reivindicação do sindicato:

Hoje, os professores da rede estadual de ensino se dividem em nove níveis. Quando é nomeado, o profissional entra no primeiro estágio e, a cada três anos de serviço, sobe um degrau. Com essa mudança, há um reajuste de 12%.

Com as mudanças impostas por Castro, em decreto assinado no último mês, todos os profissionais que estiverem abaixo do piso nacional da Educação, de R$ 4.420, vão receber esse mesmo valor.

A reivindicação é de que, a partir do reajuste concedido ao primeiro nível, agora adequado ao piso nacional, os outros níveis recebam também a correção de 12%, com base no degrau anterior da escala.

O que diz a Secretaria estadual de Educação:

“A Secretaria de Estado de Educação recebeu a proposta apresentada pelo Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação à Assembleia Legislativa do Estado do Rio Janeiro. E as reivindicações já foram encaminhadas à Casa Civil, que levará a proposta para análise da Comissão do Regime de Recuperação Fiscal.

Além de garantir que nenhum professor da rede receba menos que o piso nacional do magistério, o Governo do Rio, desde agosto de 2021, já investiu quase R$ 1 bilhão em benefícios para os profissionais do magistério, e também concedeu 20% de recomposição para todos os servidores nos últimos dois anos.

A secretaria sempre pautou suas ações pelo respeito e o diálogo. E enaltece o compromisso da maioria dos educadores (77%) que está em sala de aula e acredita no entendimento entre os profissionais de educação.”

Extra*

Alerj

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