21/07/2026
Região

Ibama embarga mineradora em São Francisco de Itabapoana e aplica R$ 7,5 milhões em multas ao identificar exploração sem licença

Mineradora ADL Mining em São Francisco de Itabapoana — Foto: Divulgação/ Ibama
Mineradora ADL Mining em São Francisco de Itabapoana — Foto: Divulgação/ Ibama

O Ibama embargou as atividades da mineradora ADL Mining, em São Francisco de Itabapoana, no Norte Fluminense, após identificar uma série de irregularidades na exploração e no beneficiamento de minerais pesados em uma área anteriormente operada pelas Indústrias Nucleares do Brasil (INB).

A operação resultou em multas que somam R$ 7,54 milhões e na apreensão de 419 toneladas de minério prontas para exportação.

Órgão identificou exploração de minerais sem licença ambiental

A fiscalização foi realizada no último dia 15 de julho e determinou a suspensão das atividades em uma área de 20,6 hectares. Segundo o órgão, a empresa operava sem licença ambiental válida tanto para a extração dos minerais quanto para o funcionamento da planta de beneficiamento.

De acordo com o Ibama, a licença ambiental concedida pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) à INB estava vencida desde 2015. O material extraído era beneficiado para exportação, com cargas destinadas ao Canadá e a Hong Kong.

Exploração incluía minerais considerados de terras raras

Durante a operação, os agentes apreenderam 160 toneladas de ilmenita e 259 toneladas de monazita, totalizando 419 toneladas de minério. Além do embargo, foram aplicadas multas de R$ 7.541.500.

Considerada um mineral estratégico, a monazita é fonte de elementos conhecidos como terras raras, utilizados na fabricação de smartphones, baterias, turbinas eólicas, veículos elétricos e equipamentos de defesa. Por conter naturalmente elementos radioativos, como tório e urânio, seu licenciamento é de competência federal.

O Ibama informou ainda que a ADL Mining não possui inscrição no Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental (CTF/AIDA), registro obrigatório para empresas que exercem esse tipo de atividade.

O órgão também informou que vai comunicar o caso à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), à Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), à Agência Nacional de Mineração (ANM), à Receita Federal e ao Ministério Público do Trabalho (MPT), para apuração de eventuais responsabilidades nas esferas ambiental, minerária, radiológica, tributária e trabalhista.

Com informações da coluna de Ancelmo Gois, no jornal “O Globo”.

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