Witzel recusa inclusão em programa de proteção à testemunha do Rio

O ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel recusou-se a entrar no programa de proteção à testemunha nos termos oferecidos pelo governo do estado, de acordo com documento obtido pela CNN.

O ex-chefe do Executivo fluminense solicitou proteção para poder prestar depoimento em sessão secreta à CPI da Pandemia, no Senado, onde, supostamente, pretende detalhar ações de criminosos nos hospitais federias do Rio.

Witzel solicitou escolta policial para ele e seus familiares, por pelo menos dois anos, após o depoimento, no entanto, recebeu garantia de proteção da Polícia Militar por seis meses. A decisão foi de um conselho subordinado a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio.

A inclusão de Witzel no programa é condição colocada por ele e sua defesa para que, em sessão secreta com os senadores, o ex-governador dê detalhes sobre suposta interferência de políticos e organizações criminosas na gestão dos hospitais federais do estado.

O pedido de proteção do ex-chefe do Executivo fluminense foi apresentado ao Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos no dia 5 de julho pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI da Pandemia.

O ministério repassou o pedido ao governo do Rio de Janeiro, que no mês passado negou boa parte das solicitações feitas pelo ex-governador.

Em reunião realizada há três semanas, o Conselho Deliberativo do Programa Estadual de Proteção a Vítimas e a Testemunhas Ameaçadas (Condel-RJ) entendeu que Witzel só pode ter garantida a escolta da PM por seis meses. Além disso, o grupo, que é formado por representantes da Secretaria de Direitos Humanos e de Segurança do Rio, integrantes dos Ministérios Público Estadual e Federal, Defensoria, OAB, dentre outros, solicitou um posicionamento da Procuradoria-Geral da República sobre possíveis “ameaças e coações” contra o ex-governador.

No pedido feito por sua defesa e encaminhado pela CPI ao governo federal, Witzel solicitou, além da escolta, “auxílio financeiro mensal para as despesas dele e de sua família, apoio e assistência social, médica e psicológica e custeio integral de apoio jurídico para eventuais processos movidos contra ele após seu depoimento.

Witzel tem dito que ficará com “um alvo nas costas” após prestar informações reservadas à CPI da Pandemia e que precisa da inclusão total de seu nome e de sua família no programa de proteção à testemunha para que tenha segurança de apresentar as provas e denunciar nominalmente os supostos envolvidos nos desvios.

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