Votos de Garotinho serão computados para eventual segundo turno

Nos últimos dias, os estrategistas de campanhas adversárias à candidatura de Anthony Garotinho vêm plantando notícias falsas sobre os votos do ex-governador, que ainda está com o registro de candidatura pendente e concorre sub judice após impugnação feita pela coligação de Eduardo Paes, de um membro do PCC, entre outros.
A decisão final sobre o registro de Garotinho cabe ao Tribunal Superior Eleitoral, que referendou, nesta semana, a campanha do ex-governador com todos os direitos de candidato.
Os “estrategistas” de Eduardo Paes, que não conhecem o direito eleitoral, têm espalhado em jornais, páginas e sites alinhados à sua candidatura que os votos de Garotinho irão contar como anulados e o ex-prefeito pode levar a eleição no primeiro turno.
Há, inclusive, comentaristas de uma emissora de TV que fingem indignação quando Garotinho obtém alguma decisão favorável nos Tribunais Superiores, contrariando os interesses da poderosa emissora.
A narrativa da imprensa, que chegou a espalhar fake news sobre a desistência de Garotinho, é por um simples motivo: o candidato deles não tem voto para vencer a eleição no primeiro turno. Simples.
Mas vamos à situação jurídica.
Enquanto o Tribunal Superior Eleitoral não decidir sobre o registro de Garotinho, que ainda está no TRE-RJ, os votos serão contados como “anulados sub judice” até a decisão definitiva, que não deve ocorrer antes do pleito.
Diferentemente do que estão espalhando, os votos de Garotinho serão computados para a aferição de eventual segundo turno.
Poderia citar milhares de precedentes do TSE. Mas cito um que ganhou muita repercussão na época.
Em 2008, a ex-governadora Rosinha Garotinho concorreu à Prefeitura de Campos dos Goytacazes e seu então adversário, Arnaldo Vianna, concorreu sub judice.
Rosinha chegou a ser declarada prefeita eleita no primeiro turno. Em seguida, sobreveio uma decisão do TSE determinando o cômputo dos votos de Arnaldo Vianna e ordenando a convocação do segundo turno.
Rosinha foi chancelada pelo voto popular e eleita prefeita de Campos no segundo turno.
É o que ocorre hoje na eleição para o governo do Rio.
Garotinho pode, inclusive, ir para o segundo turno, seja com Eduardo Paes, Douglas Ruas, Siri, Busnelo ou com outros candidatos.
Com pesquisas apontando 60% de indecisos faltando uma semana para a eleição, tudo pode acontecer.
Se os eleitores do Rio decidirem que tem que ter segundo turno, o TSE jamais vai atropelar a soberania popular para colocar alguém sem voto sentado na cadeira de governador.

