Vereadores participam de reunião do gabinete de crise

Os vereadores de Campos acompanharam, na tarde desta sexta-feira (19), a reunião do Gabinete de Crise. O presidente da Câmara Municipal, Fábio Ribeiro (PSD), foi representado pelo vice-presidente, o vereador Juninho Virgílio, que na ocasião também colocou a visão do legislativo em relação ao momento crítico.

Participaram da reunião do Gabinete de Crise os promotores Marcelo Lessa e Maristela Faria; os defensores Lúcio Campinho e Alessandra Glória; representantes da Associação Comercial e Industrial de Campos (ACIC), da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campos (CDL) Campos, e da Associação de Comerciantes da Rua João Pessoa (CARJOPA), vereadores, profissionais de saúde, Polícia Militar, diretores de hospitais privados, entre outros.

Entre as medidas que irão vigorar neste período, estão o fechamento do comércio, restaurantes, bares e academias. Serão permitidas exceções de atividades essenciais respeitando restrição de horas, de capacidade máxima e proibição de crianças menores de 10 anos e idosos, além de outras medidas que vão ser divulgadas oficialmente depois de preparação do detalhamento pelas equipes técnicas.

AVANÇO DO NÚMERO DE CASOS – O prefeito Wladimir Garotinho disse na reunião que o quadro é preocupante, com o avanço do número de casos, principalmente, para crianças. “Infelizmente, morreu uma criança na UPA com suspeita de Covid. Temos 100% dos leitos ocupados, com 13 adultos e 4 crianças na fila de espera. Sou participante de grupo de deputados e o pânico é geral no Brasil, por falta de oxigênio, por ausência de bloqueadores neuromusculares em todo o país, por não ter fornecedor entregando. Fizemos uma conferência virtual ontem à noite para comprar ou alugar equipamentos no Estado do Rio e em outros estados e não tem onde comprar, não tem onde alugar monitor, respirador, não tem como ampliar leitos”, assinalou o prefeito, afirmando que tentou comprar 40 mil unidades do bloqueador, mas que não existe fornecedor para essa encomenda, e o Estado enviou um lote pequeno de reserva de 400 unidades.

“Campos tem 119 leitos de UTI e 177 leitos clínicos, número expressivo em comparação a outras cidades de 500 mil habitantes, mas não há como aumentar leitos, comprar leitos. Os profissionais estão saturados, não há profissionais para contratar e formar as equipes”, complementa o prefeito Wladimir. A Organização das Nações Unidas (ONU) preconiza que para a Covid sejam oferecidos de 1 a 3 leitos para cada 10 mil habitantes e Campos apresenta índice de 4,9%.

O vice-prefeito Frederico Paes apresentou a curva ascendente do contágio da pandemia: “Na quinta de manhã, nós tínhamos 15 leitos de UTI vagos. No final da noite, já eram 9 pacientes em filas. Hoje, são 14 pacientes em fila. A situação é muito grave. O prefeito ligou para o governador ontem à noite (quinta, 18) para conseguir respiradores e não há possibilidade. O que nos deixa assustados é a evolução em horas. É uma realidade que a cidade está enfrentando”, reafirmou Frederico, completando que “pessoas parecem que não acreditam na doença, até que atinjam alguém da família, participando de festas clandestinas. Macaé, Itaperuna, São João da Barra já pararam e Campos não é uma ilha”.

Ascom*

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