TJ mantém proibição de posse de deputados da Alerj presos na Furna da Onça

Os deputados estaduais André Correa (DEM), Marcos Abrahão (SD) e Chiquinho da Mangueira (PSC), presos na Operação Furna da Onça – desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro – não conseguiram derrubar a liminar que sustou a posse deles na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

No dia 21 de março, os deputados estavam entre os cinco eleitos que estão presos e tomaram posse na Alerj. Os três e os também eleitos Marcus Vinícius e Luiz Martins haviam sido beneficiados por um artifício que permitiu que o livro de posse fosse levado da Alerj até eles – na penitenciária e em casa, no caso de Chiquinho da Mangueira que está em prisão domiciliar. O ato foi suspenso a pedido do Ministério Público.

O pedido de derrubar a liminar foi negado pelo desembargador Arthur Narciso de Oliveira Neto, da 26ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio.

Furna da Onça

Em novembro do ano passado, agentes da Polícia Federal foram às ruas e cumpriram 22 mandados de prisão contra parlamentares e membros do poder executivo, além de assessores e auxiliares no poder legislativo.

Com relação aos deputados presos durante a operação, as investigações apontaram que os envolvidos recebiam propinas mensais que variavam de R$ 20 mil a R$ 100 mil, além de cargos, para votar de acordo com o interesse do governo.

O esquema teria movimentado pelo menos R$ 54 milhões, segundo a PF.No dia da operação, 22 mandados de prisão foram cumpridos, dez deles contra deputados estaduais. O processo em relação a cinco desses parlamentares que foram reeleitos no último pleito foi desmembrado e deverá ser analisado pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).

G1*

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