Suposto ‘laranja’ utilizado pela OS Iabas admite que emprestou nome para disputa de concorrência no Rio

Leandro Barreto Alevato, de 39 anos, admitiu ao jornal “O Globo” ter sido usado como laranja pela Organização Social Iabas. A OS é suspeita de montar um esquema de fraude em concorrências, terceirizando serviços e comprando produtos de empresas que pertenciam a diretores da OS ou a laranjas.

A reportagem foi publicada na edição desta segunda-feira (27). Leandro mora em uma casa simples no bairro de Realengo, na Zona Oeste, não tem emprego formal e ganha pouco mais de R$ 1 mil por mês.

Em tese, ele seria dono de uma empresa que disputa contratos na saúde pública e cobra caro por serviços. À reportagem, ele admitiu a fraude e se disse arrependido.

“Perguntaram se eu poderia emprestar meu nome para disputar concorrências. Eu aparecia como dono de uma empresa (Backraft Construções), mas não respondia por ela. Não sei quantas propostas apresentaram para o Iabas. Nunca ganhei nada e não sabia que o objetivo era desviar dinheiro público. Hoje me sinto mal com isso”, afirmou, segundo “O Globo”.

Em um documento anexado à denúncia, aparecem três orçamentos para reforma de um centro municipal de saúde: Escala X, Renmatk Rio e Backdraft. Segundo a investigação, Leandro foi usado por Luiz Eduardo Cruz, ex-controlador do Iabas.

A Escala X pertence a uma cunhada de Luiz Eduardo Cruz e foi a vencedora da concorrência, segundo a investigação. Leandro seria o laranja da empresa que ofereceu a maior oferta, para perdê-la propositalmente.

Leandro, a mulher e outras três pessoas foram presas na última quinta-feira, suspeitos de participarem do esquema que desviou ao menos R$ 6,5 milhões em verbas de saúde do município.

O RJ1 esteve na casa de Leandro e foi recebido por parentes, que negaram que ele tenha se beneficiado da fraude.

O suposto laranja, além de aparecer como dono da Nackdraft, mora em frente à outra empresa que participou das concorrências: a Renmark Rio Construções.

Ao Globo, Leandro disse que as empresas tinham o mesmo proprietário e que não foi chamado para prestar depoimento.

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