Sequestro de helicóptero: ‘Foi muito esquisito o que aconteceu’, diz governador

O governador Cláudio Castro (PL) afirmou nesta segunda-feira (20) que o sequestro de um helicóptero para resgatar um preso “causou estranheza a todos”. Segundo o piloto Adonis Lopes, dois bandidos armados com pistolas e fuzis o renderam no ar e o obrigaram a voar até o Presídio Vicente Piragibe, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

Mas, quando a aeronave chegou à região, os detentos de todas as cadeias já haviam sido recolhidos às celas.

“Não houve nenhuma movimentação de nenhuma natureza na penitenciária, o que faz até a gente achar que era alguém que foi pago e que achou que teria essa condição”, explicou o governador.

“Foi muito esquisito o que aconteceu, mas a gente já está investigando para poder entender”, emendou Castro.

Adonis afirmou em entrevista que ficou sob a mira de uma pistola e que lutou com a dupla em pleno voo. O piloto ainda disse à polícia que os criminosos não esconderam o rosto e que é capaz de fazer retratos falados dos dois.

Os bandidos pagaram cerca de R$ 17 mil em espécie pelo “pacote”: R$ 7.250 pelo voo do Rio até Angra, em torno de R$ 3 mil na hospedagem no Frade e mais R$ 7.250 pela viagem de volta.

Adonis refez parte do trajeto, junto com a polícia, nesta segunda. O caso foi registrado na Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), para identificar os passageiros e esclarecer os fatos. O inquérito será conduzido sob sigilo.

G1*

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