Secretário de Saúde do RJ quer unificar os sistemas de regulação de leitos e UTIs no estado

O atual secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Carlos Alberto Chaves, afirmou, na manhã desta quinta-feira (5), que tem como meta a unificação dos sistemas municipal, estadual e federal de regulação de vagas de leitos e UTIs no estado.

Durante coletiva para apresentar balanço da gestão e ações emergenciais adotadas nos seus primeiro 40 dias de atuação, Chaves voltou a afirmar que vai acabar com as OSs no estado.

“Tem de ser uma regulação com toda avaliação e auditoria ligada à sociedade, que tem de saber o que acontece nas reclamações e nas respostas aos erros. Hoje a gente tem regulação do estado, do município e federal e uma não fala com a outra. Sisreg é uma falácia. O Sisreg é uma agenda de luxo, sem controle de emergência e urgência. Não se pode fazer regulação sem um sistema único onde todos, inclusive o cidadão possa ver”, disse Chaves.

O secretário também defendeu como meta prioritária a regulação da rede de urgência e emergência. E voltou a dizer que vai acabar com as OSs. Para isso, já começou a reestruturação da Fundação Saúde do RJ.

“Temos de fortalecer a fundação. Já foi tirada a presidência porque ela estava porosa. Não quero político em lugar nenhum, principalmente na fundação. Esse é o órgão que a gente tem de dar todo o carinho para ele, porque ele vai tirar as OSs. O Rio Imagem, por exemplo, já está com a fundação”, disse o secretário.

OS sem contrato e recebendo
Em 40 dias de gestão, Chaves disse que são incontáveis os problemas que encontrou em todas as áreas da secretaria. Problemas de gestão, de desconhecimento e de corrupção.

“Tinha OS trabalhando mesmo sem contrato. E mesmo assim recebiam repasses de R$ 16 milhões a R$ 18 milhões por mês. Isso aconteceu por mais de um ano”, contou Chaves.

O secretário disse ainda que nas gestões anteriores as organizações sociais eram soberanas dentro da secretaria e que encontrou mais de 3.500 documentos sem encaminhamento. Ineficiência administrativa, contratos vencidos, falta de medicamentos na Rio Farmes, sucateamento do setor de TI, contratos com indícios de superfaturamento e filas para todo tipo de exame e cirurgias foram outros problemas mencionados por Chaves.

“Falta de transparência. Nada aqui, nada tinha transparência, nada. Unidades com problemas estruturais, de investimento e falta de pagamento. Tudo isso é decorrente de quê? A má gestão aliada ao desconhecimento, aliada à corrupção, só dá esse problema”, disse o secretário.

Serviço de Verificação de Óbitos
Outra meta prioritária citada por Chave é o Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), que vai recolher, por exemplo, os corpos de pessoas que têm morte natural dentro de casa, em comunidades. O SVO vai ser interligado ao Samu. Segundo o secretário, todas as ambulâncias do Samu estão sendo reformadas para melhorar o atendimento.

G1*

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