Saiba quais foram os 7 recados de Lula a ministros durante a reunião dos cem dias de governo - Tribuna NF

Saiba quais foram os 7 recados de Lula a ministros durante a reunião dos cem dias de governo

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mandou recados e fez cobranças a ministros durante a reunião de balanço dos cem dias de gestão, completos nesta segunda-feira. Lula abordou pendências que vão da área da saúde até a econômica, e ainda pontuou desejos de ações para o restante do mandato.

Lula estava acompanhado pelos 37 ministros, pela primeira-dama Janja da Silva e assessores. A reunião ocorreu no Palácio do Planalto.

DESENROLA

Na área econômica, Lula cobrou do ministro Fernando Haddad (Fazenda) que o programa “Desenrola” saia do papel e finalmente seja lançado. Lula pediu aos ministros que “desenrolem” o programa.

Promessa de campanha, a medida é voltada para renegociação de dívidas e funcionará como uma plataforma única para centralizar as demandas de pessoas endividadas e intermediar a negociação com as empresas.

— Nós, companheiro Haddad, companheiros ministros, prometemos durante a campanha fazer um programa chamado Desenrola. Lembro que eu dizia que se a gente não fizer dá impressão que estamos enrolando o povo. Como o programa chama Desenrola, Haddad, queria que você, a sua equipe, fizesse uma conversa na Casa Civil, preparasse esse programa pra gente lançar. Por mais dificuldade que a gente possa ter, tem que ter um começo. E precisamos lançar esse programa pra ver se acaba com as dívidas. Vamos desenrolar, pelo amo de deus – afirmou Lula na reunião.

Em fevereiro, Lula chegou a afirmar que o programa estava pronto e que já poderia ser anunciado. A medida, no entanto, está travada e ainda não saiu do papel. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou às vésperas dos cem dias que ainda era preciso superar problemas operacionais.

EMPRESA PERTO DE AEROPORTO

Ao ministro Márcio França (Portos e Aeroportos), Lula afirmou que a construção de uma empresa de carga perto do aeroporto de Brasília poderia atrapalhar o acesso ao aeroporto internacional da capital federal e cobrou que ele procure a empresa e que a convide para “procurar outro trajeto”.

— Aliás, Márcio, uma coisa muito particular. Está sendo construída uma grande empresa de carga perto do aeroporto de Brasília. Você presta atenção porque se essa empresa for construída, a quantidade de caminhão que vai passar pelo trajeto que a gente vai para o aeroporto, vai transformar esse aeroporto na avenida do estado, em sp. Então, é importante que essa empresa habilmente seja convidada a procurar outro trajeto para fazer a sua estrada e não interromper o já difícil funcionamento do caminho para o aeroporto. Só para você pensar nisso.

COBRANÇA SOBRE MORADIA

Lula afirmou que o governo vai tirar do papel obras de prevenção e desastres causadas por cheias e deslizamentos e pediu ao ministro Jader Filho (Cidades) que priorize acabar com as palafitas.

— Vamos tirar do papel obras de prevenção a desastres causadas por cheias e deslizamentos. Ai é importante, meu companheiro ministro da Cidade, ter em conta que você tem andado, e é importante ver se a gente consegue priorizar ir acabando com as palafitas existentes no país, porque não existe jeito de morar mais degradante.

CRÍTICAS AO BC

Lula voltou a criticar a alta taxa de juros, estipulada pelo Banco Central, e afirmou que a taxa “é muito alta” e “estão brincando com país”.

Nos primeiros meses de governo, o presidente passou a fazer críticas públicas ao Banco Central por manter a taxa de juros em um patamar alto. Lula afirma que o índice impede que empresas façam investimentos como forma de aquecer a economia.

— Continuo achando que 13,75% é muito alta a taxa de juros. Continuo achando que estão brincando com país. Brincando sobretudo com o povo pobre e com os empresários que querem investir. Só não vê quem não quer – disse Lula.

ENSINO MÉDIO

Lula ainda saiu em defesa do ministro da Educação, Camilo Santana, sobre o novo Ensino Médio. Lula afirmou que o titular do MEC cumpriu a decisão do governo de manter o modelo e que foi “democrático” ao abrir uma discussão para implementar melhoras.

— Camilo apenas estava apenas cumprindo aquilo que foi decidido na transição. Foi decidido, e eu li o resultado, que a gente ia continuar o ensino médio tal como estava podendo fazer discussão. N é que o Camilo era favorável, ele estava cumprindo decisão nossa. E democraticamente abriu uma discussão por alguns meses para ver se a gente consegue fazer uma combinação perfeita.

BANCOS PÚBLICOS

Aos bancos públicos, Lula cobrou empréstimos a juros mais baratos do que os bancos privados. O presidente afirmou que não quer que os bancos percam dinheiro, mas que dinheiro bom “não é dinheiro em cofre”.

— Precisamos criar na sociedade brasileira a ideia de que esses bancos são públicos e tem finalidade diferente dos bancos privados. A gente n quer que esses bancos percam dinheiro, mas não podem emprestar dinheiro as mesmas custas dos bancos particulares. Já tivemos boas experiencias com esse banco – afirmou, completando: — Dinheiro bom não é dinheiro guardado em cofre. Dinheiro bom é dinheiro gerando obra, desenvolvimento, emprego. Com a responsabilidade que temos que ter, poque não podemos gastar de forma desenfreada e desorientada

VACINAÇÃO

À ministra da Saúde, Nísia Trindade, Lula afirmou que vai passar a cobrar comprovante de vacinação de todos aqueles que frequenta e trabalham no Palácio do Planalto. O presidente quer conversar com a ministra sobre a decisão.

— Ainda temos muita gente que não gosta de democracia impregnada aqui. Aliás, Nísia, depois quero conversar com você porque vou tomar uma decisão porque nesse Palácio não trabalhará ninguém que não tenha cartão de vacina. Isso vale inclusive para as audiências que eu vou dar. Exigir cartão de vacina a apreenderem, se não se respeitar, a respeitar os outros — disse Lula, completando: — É por isso que a gente tem que ser duro e eu vou tomar a decisão de exigir, falando na frente da minha ministra da Saúde, que aqui nesse palácio só vai trabalhar e só vai entrar quem tiver cartão de vacina.

Fonte: O Globo

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