Preso no Rio pela PF é suspeito de compartilhar 18 mil arquivos de violência sexual contra menores

Policiais federais prenderam em flagrante, nesta sexta-feira (6), dois homens que, segundo a corporação, armazenavam vídeos e arquivos de conteúdo pornográfico infantil.

De acordo com a PF, um deles, de 48 anos, usava várias contas na internet para transmitir e compartilhar arquivos de crianças exploradas sexualmente.

A investigação descobriu que, em três meses – durante a pandemia –, o suspeito transmitiu quase 18 mil arquivos de violência sexual contra menores.

Segundo a PF, o outro preso, de 54 anos, comercializava vídeos, em DVD, em uma plataforma de e-commerce com descrição do conteúdo.

Segundo a polícia, o material indicava que alguns dos conteúdos tinham sido produzidos no Brasil e outros na Europa. Os vídeos mostravam cenários de reuniões familiares, festas, clubes e praias.

Alvos na Zona Norte
As prisões em flagrante ocorreram no âmbito da Operação Rastreado, deflagrada nesta sexta. A princípio, os agentes federais foram às ruas para cumprir quatro mandados de busca e apreensão em três bairros da Zona Norte da cidade – Méier, Caju e Benfica.

Com o cumprimento das ordens judiciais, os policiais também tinham como objetivo reunir mais provas e identificar outras pessoas envolvidas nos crimes.

No comunicado, a PF acrescentou que todo o material apreendido vai ser periciado para identificar as vítimas e outros suspeitos de participação nos crimes.

Os presos vão responder por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, além de outros que podem ser descobertos pela PF, como por exemplo a produção ou gravação dos vídeos, estupro de vulnerável, e outros.

As penas previstas para os crimes podem chegar a oito anos de prisão.

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