Poliomielite: Saúde faz novo apelo para que pais e responsáveis vacinem seus filhos - Tribuna NF

Poliomielite: Saúde faz novo apelo para que pais e responsáveis vacinem seus filhos

IPTU - Prefeitura de Campos dos Goytacazes

Apesar de todos os esforços e estratégias executadas pelo município para garantir que as crianças de dois meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias sejam imunizadas contra a Poliomielite, a cobertura vacinal não está a contento. Desde o lançamento da campanha “Vacinar e Proteger”, que tem como lema: “Não deixe a Pólio paralisar o sonho das nossas crianças”, durante a 35ª Reunião do Gabinete de Crise e Combate à Covid-19 e Outras Doenças Emergentes e Reemergentes, na última segunda-feira (17), apenas 261 crianças receberam a dose do imunizante.

A campanha tem como principal objetivo conscientizar e mobilizar os pais e responsáveis para proteger os pequenos contra a Poliomielite, que, se o vírus voltar a circular no país, pode provocar uma pandemia de paralisia infantil. Também será atualizada a caderneta de vacinação das adolescentes de até 15 anos completos. Além disso, a Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância de imunizar as crianças, mesmo estando com o esquema vacinal completo, ou seja, para aqueles que já tomaram as três doses injetáveis (VIP) no primeiro ano de vida e depois a gotinha acima de um ano e outra aos 4 anos (VOP bivalente), é necessário tomar a dose extra da gotinha.

“A cobertura vacinal vem caindo progressivamente desde 2017. Em todo o país, hoje nós estamos em torno de 50% ou menos de adesão às vacinas e a grande maioria delas exige que nós tenhamos 95% da população-alvo imunizada. E quando nós não atingimos esse objetivo, o risco de retorno dessas doenças, previamente erradicadas, é muito grande”, lamentou o subsecretário de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde (Subpav), infectologista Rodrigo Carneiro.

O médico informa que técnicos do Ministério da Saúde já trabalham com a hipótese real de que a Poliomielite, muito provavelmente, vai retornar ao Brasil. Desde 1989 não há incidência de pólio no país, que foi erradicada em 1994, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu um selo de negativação da doença em território nacional. “Vai ser muito difícil chegarmos até o final do ano com 95% da população infantil imunizada, como preconiza o Ministério da Saúde. Os dados são oficiais e nós estamos muito abaixo da meta”.

Carneiro fez um apelo aos pais e responsáveis para que levem as crianças aos postos de saúde para receberem o imunizante. “Estamos em uma corrida contra o tempo e conclamamos à população. O nosso principal objetivo é a Poliomielite e o sarampo, mas também iremos atualizar a caderneta de vacinação”.

CAMPANHA – De acordo com Rodrigo, o grande objetivo da campanha é fornecer oportunidade para que os pais ou responsáveis tenham como levar seus filhos para se imunizarem.

“Sempre que recebemos uma criança, a gente tenta colocar em dia a caderneta vacinal. Pensando nisso, desde o início do ano, estamos adotando diferentes estratégias para que a gente possa acessar essas crianças, com vacinação nas escolas, Dias D e agora ampliando a forma de abordagem, com a vacinação noturna e aos fins de semana”, explicou.

Também foi criada uma Força-tarefa de Multivacinação nas Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSs) do IPS e Parque Aurora para este sábado (22). No mesmo dia, acontece a ação na Penha e Parque Imperial. A Secretaria de Saúde também irá capacitar os profissionais das Forças de Segurança e disponibilizar as vacinas para imunização dos filhos e dependentes destes profissionais e irá realizar um novo “Dia D” em novembro.

Além disso, a vacinação de rotina está disponível em 39 postos de vacinação, sendo que na Clínica da Criança e na Unidade Pré-Hospitalar (UPH) Saldanha Marinha, a aplicação ocorrerá até as 20h. Já no final de semana esses dois postos atenderão de 8h às 17h. Os outros 37 postos aplicam as vacinas de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 16h.

“É preciso que os pais autorizem que seus filhos sejam vacinados nas escolas, porque das escolas públicas, somente 50% das crianças tiveram autorização para a imunização. Também estamos indo às escolas particulares, mas a adesão à vacina ainda é pequena”, lamentou o subsecretário ressaltando que a direção das escolas é avisada previamente para que inicie campanha de conscientização entre os pais e alunos.

Secom*

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