Polícia Federal procura duas pessoas ligadas a Glaidson e deflagra Operação Kryptos 2

A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal iniciaram nesta quinta-feira (9) a segunda fase da Operação Kryptos, contra um esquema ilegal de bitcoins com suspeita de pirâmide. Na primeira etapa, em 25 de agosto, a força-tarefa prendeu Glaidson Acácio dos Santos, apontado como chefe da organização.

Nesta continuação, agentes saíram para cumprir dois mandados de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão no Rio, contra pessoas ligadas a Glaidson. Uma das equipes foi para a Península, na Barra da Tijuca, Zona Oeste.

Relembre a Operação Kryptos

Glaidson foi preso em casa, num condomínio de luxo na Barra da Tijuca, no dia 25. A força-tarefa afirma que o ex-garçom movimentou cifras bilionárias em um esquema de pirâmide disfarçado de investimentos em criptomoedas, como bitcoins.

Para atrair clientes, a empresa GAS prometia retorno mensal de 10% sobre o valor investido. “Em um mercado volátil como o de bitcoin, uma promessa de rentabilidade fixa não é sustentável”, afirmou a Receita, em nota.

“Se para todos os clientes houver promessa de rendimentos fixos, há uma pirâmide financeira em operação, cujo lucro virá dos aportes dos novos clientes e não da própria natureza lucrativa das operações”, explicou.

“Isso implica a necessidade de se expandir o esquema, encontrando novos clientes para pagar a rentabilidade aos antigos. Caso contrário, o sistema colapsa”, emendou.

Segundo um relatório do Ministério da Justiça, Glaidson investiu R$ 1,2 bi em criptomoedas que foram para a sua própria conta e para as contas de:

  • Mirelis Zerpa, mulher e sócia de Glaidson, foragida;
  • Tunay Pereira Lima, um dos chefes da quadrilha;
  • Vicente Gadelha Rocha Neto, que está foragido;
  • e de outras duas pessoas.

De acordo com investigadores, Glaidson também repassou pequenos valores para 182 endereços em paraísos fiscais. O fracionamento, afirma a força-tarefa, foi uma tentativa do ex-garçom de ocultar a origem do dinheiro.

Segundo a investigação, a empresa de Glaidson, a GAS Consultoria e Tecnologia, “recrutava massiva quantidade de dinheiro de clientes que são levados a erro, pois acreditam que estão corretando bitcoin, mas que na verdade são remunerados com pagamentos de novos contratos, criando uma pirâmide insustentável”, o que vai causar “uma enxurrada de registros de estelionato em todo o Brasil”.

A força-tarefa afirma que o capital das vítimas não era investido em criptomoedas pela GAS Consultoria e Tecnologia. “A maior parte do dinheiro dos clientes saía da conta bancária da GAS e ia diretamente para a conta bancária de Glaidson, Mirelis, Tunay, Vicente, dentre outros integrantes da organização criminosa.”

As investigações da PF apontam a suspeita de prática de crimes contra o sistema financeiro, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

G1*

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