15/07/2024
Polícia

Polícia Civil e Secretaria Antidrogas do Paraguai prendem integrantes de quadrilha responsável por explorar pirâmide financeira em Campos

Ana Cláudia Carvalho Contildes, de 39 anos, Gilson André Braga dos Santos, de 42 anos, investigados na operação “Príncipe do Bitcoin”, foram presos nesta quinta-feira (23) no Paraguai.

Policiais civis da 134ª DP (Campos dos Goytacazes), em ação integrada com agentes da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad/Paraguai) e com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), prenderam, nesta quinta-feira (23/11), duas pessoas envolvidas em um esquema de pirâmide financeira. A quadrilha é suspeita de estar atuando no Paraguai.

Após trabalho de investigação, as equipes localizaram a dupla na cidade de Hernandarias, no Paraguai. Contra eles, foram cumpridos 42 mandados de prisão por estelionato, crime contra a economia popular e organização criminosa.

De acordo com as investigações, os envolvidos eram responsáveis por uma empresa, instalada em Campos, que servia de fachada para uma organização criminosa que comandava o esquema ilegal. A firma foi criada em 2016 para dar um caráter de licitude e angariar clientes para captação de valores. A promessa era de aplicação dos investimentos no mercado financeiro de criptomoedas, mediante pagamento mensal fixo de juros de 12% a 30% por mês sobre o capital.

Segundo as investigações, a empresa firmou vários contratos e depois emitiu uma nota aos clientes comunicando o término dos investimentos, informando que todos seriam ressarcidos em um prazo de 90 dias, o que não foi cumprido. Os agentes também apuraram que uma outra empresa, no Paraguai, foi criada pelos suspeitos para dar continuidade ao esquema fraudulento.

Durante as investigações, a 134ª DP e o Ministério Público conseguiram, junto à Justiça, o bloqueio online de R$ 1.964.815,96, disponíveis nas contas dos denunciados. Os valores incluíam criptoativos e moedas estrangeiras, para ressarcir as vítimas.

No dia 28 de outubro deste ano, os agentes cumpriram seis mandados de busca e apreensão em endereços ligados a cinco integrantes da empresa. Na ação, um suspeito foi preso.

Atualmente, existem 75 anotações criminais no estado do Rio de Janeiro, com um prejuízo de cerca de R$ 5 milhões. No total, cinco pessoas estão denunciadas e, contra elas, foram expedidos mandados de prisão preventiva.

Fonte: Polícia Civil

Alerj

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