Polícia Civil deflagra Operação Blood Money contra milícias do Rio

A Polícia Civil do RJ prendeu nesta quinta-feira (23) 13 pessoas na Operação Blood Money [dinheiro sangrento, em tradução livre], contra a milícia que age na Muzema e em Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio. Os alvos são responsáveis por lavar o dinheiro das atividades criminosas de paramilitares e, segundo as investigações, passaram a investir em bitcoins.

Agentes saíram para cumprir, no total, 23 mandados de prisão temporária e 63 de busca e apreensão.

“Um relatório de Inteligência Financeira apontou vultuosas movimentações praticadas por pessoas físicas e jurídicas, usadas na engrenagem criminosa, em curtíssimo período de tempo”, afirmou a polícia.

“Uma das técnicas que eles estavam usando para branquear esse dinheiro era a compra de criptomoedas, além da compra de joias e imóveis e transferências em pequenos valores, tudo para ocultar a origem da verba”, afirmou o delegado Moysés Santana.

Em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, uma equipe prendeu Luiz Carlos dos Reis Príncipe Júnior e Clébia Conserva Barros Gondim, apontados como donos da construtora dos prédios que desabaram na Muzema, em abril de 2019, matando 24 pessoas.

Um dos alvos, Laerte Silva de Lima, apontado como braço armado da milícia, movimentou em cinco meses aproximadamente R$ 900 mil. Ele já estava encarcerado desde a primeira Operação Intocáveis, em abril de 2019.

Um dos procurados nesta quinta é Francisco das Chagas de Brito Castro. A polícia afirma que Francisco chegou a movimentar quase R$ 8 milhões entre janeiro de 2017 e julho de 2018, apesar de ele ter declarado um salário de R$ 4 mil como encarregado de obras.

Os investigados vão responder por associação criminosa.

G1*

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