PGR pede ao STJ a soltura de Edmar Santos, ex-secretário de Saúde do RJ

Secretário de Saúde do Estado Edmar Santos

A PGR pediu ao presidente do STJ, ministro João Otávio de Noronha, a soltura do Edmar Santos. O órgão alega que os fatos investigados pelo Ministério Público do Rio na Operação Mercadores do Caos são os mesmos que estão sendo investigados pela PGR no Inquérito 1338, da Operação Placebo, em tramitação no STJ.

A PGR pediu que os inquéritos e ações penais decorrentes da Operação Mercadores do Caos sejam deslocados para o órgão, e que seja declarada a incompetência da Justiça Estadual.

O inquérito 1338, da Operação Placebo, investiga o governador Wilson Witzel e tem como relator no STJ o ministro Benedito Gonçalves. Foi nesse inquérito que foram cumpridas as buscas nos endereços do Witzel, inclusive nos palácios Guanabara e Laranjeiras.

No domingo (12), o ministro João Otávio de Noronha encaminhou um ofício ao juiz Bruno Ruliére, da 1ª Vara Especializada do TJ do Rio, que decretou a prisão do Edmar.

O ministro pediu que sejam encaminhados ao STJ “o teor das investigações em curso, as condutas apuradas, os envolvidos, os fatos relacionados, bem como cópia(s) da(s) decisão(ões) que decretou(aram) prisão(ôes) e/ou medida(s) cautelar(es) e respectivo(s) pedido(s), enfim todos os elementos que permitam confirmar ou afastar as alegações trazidas pela representante do Ministério Público Federal”.

O ministro do STJ também determinou ao MP do Rio que mantenha “sigilo de tudo que foi apurado, o teor das buscas, o material arrecadado, enfim, todos os elementos lá colhidos antes, durante e depois das medidas cautelares levadas a efeito na última semana”.

Prisão e dinheiro encontrado

Edmar foi preso na última sexta-feira (10) em seu apartamento, em Botafogo, Zona Sul do Rio. Durante a operação que resultou em sua prisão, foram encontrados R$ 8,5 milhões.

A GloboNews apurou que foram bloqueados R$ 617 mil nas contas do ex-secretário estadual de Saúde até o momento. A Justiça mandou bloquear até R$ 36 milhões na decisão que permitiu a prisão dele.

G1*

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