PGE bloqueia mais de R$55 milhões de Sérgio Cortes, Gustavo Estellita e Miguel e Pedro Iskin

Sérgio Cortes

A Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro bloqueou mais de R$ 55 milhões de Sérgio Côrtes, Miguel Iskin, Pedro Iskin, Gustavo Estellita, entre outros, além da Organização Social Pró-Saúde. A Ação Civil Pública de Improbidade Administrativa decorre das investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro na Operação SOS, braço da Lava-Jato no estado.

A ação, processada por Marcelos Bretas, investiga recebimento de vantagens indevidas e ocorrência de dano ao erário estadual e cartelização e fraude nas contratações de organizações sociais, de forma a assegurar a vitória de organizações comprometidas com o esquema de corrupção, como a Pró-Saúde. São investigados, também, fornecedores envolvidos com o grupo de Miguel Iskin, que pagavam 10% sobre o valor da contratação em propina.

Apura-se, ainda, a contratação fictícia de serviços pela Pró-Saúde a fim de beneficiar dirigentes e pessoas relacionadas, em mau uso de dinheiro público. Há suspeitas, ainda, de violação dos princípios da legalidade, moralidade, impessoalidade, eficiência e lealdade às instituições.

Desvios de R$ 300 milhões

Os desvios envolvendo Sérgio Côrtes teriam começado quando ele era diretor do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) e continuou no comando da secretaria Saúde.

O esquema, segundo o Ministério Público Federal (MPF), envolvia superfaturamento com cobrança de propina de 10% dos contratos nacionais e internacionais.

A partir dessas porcentagens e do valor das importações do Into e da secretaria de Saúde, o MPF estimou os R$ 300 milhões em prejuízo aos cofres públicos. Eles foram denunciados por corrupção passiva, ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Miguel Iskin e Gustavo Estellita, sócios da empresa Oscar Iskin, uma das maiores fornecedoras de próteses do Rio, também estavam envolvidos no esquema de corrupção, trazido à público na operação Fratura Exposta.

G1*

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