PF prende sócio do ‘faraó dos bitcoins’ após STJ revogar prisão domiciliar

Tunay Pereira Lima, sócio de Glaidson Santos — Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) prendeu, na noite desta segunda-feira (4), Tunay Pereira Lima, sócio de Glaidson Acácio dos Santos, o “faraó dos bitcoins”.

O esquema do qual Tunay é suspeito de participar, e que Glaidson segundo as investigações estava à frente, movimentou pelo menos R$ 38 bilhões por meio de uma empresa suspeita de aplicar o golpe conhecido como “pirâmide” financeira.

A G.A.S. Consultoria Bitcoin, onde Tunay era sócio de Glaidson, prometia 10% de lucro em investimentos de clientes no mercado de criptomoedas.

Em agosto do ano passado, a “Operação Kryptos”, do Ministério Público Federal (MPF) e da PF desmantelou o esquema e prendeu suspeitos de integrarem o grupo criminoso.

Ministro revoga prisão domiciliar

A prisão de Tunay foi possível após o ministro Jesuino Rissato, relator do caso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), revogar a prisão domiciliar do suspeito.

A ordem concedendo uma alternativa à cadeia foi concedida, em janeiro, pelo presidente do tribunal, ministro Humberto Martins.

Ao derrubar a prisão domiciliar, Rissato levou em conta que as atividades da G.A.S – de Tunay, Glaidson e outros – causaram “enorme abalo à ordem pública e intranquilidade social”.

O magistrado também cita “malas de dinheiro” com moeda estrangeira encontradas na casa de Tunay na época em que a operação que levou Glaidson para a cadeia foi deflagrada.

Tunay foi encontrado e detido pelos policiais em casa, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

Relembre o caso

Conhecido como “faraó dos bitcoins”, Glaidson movimentou, segundo investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, pelo menos R$ 38 bilhões.

A G.A.S Consultoria Bitcoin prometia 10% de retorno do dinheiro investido por mês aos clientes e dizia obter esses ganhos no mercado de criptomoedas.

Segundo os investigadores, a firma nem sempre chegava a investir em bitcoins – os lucros eram pagos aos clientes enquanto o dinheiro de novos clientes captados entrava.

De acordo com a denúncia, o esquema teria se profissionalizado em 2018 vigorava, ao menos, até agosto de 2021, quando houve a “Operação Kryptos”, que levou Glaidson e outros suspeitos à prisão.

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