10/05/2026
Polícia

PF faz operação contra Trust Investing, suspeita de esquema de pirâmide com criptomoedas

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Sindipetro NF - Dia do Trabalhador

Uma operação da Polícia Federal cumpre mandados contra um grupo de Mato Grosso do Sul responsável pelo esquema de pirâmide Trust Investing. Segundo as investigações, o esquema captou recursos de mais de 1,3 milhão de pessoas, em mais de 80 países, gerando um prejuízo de R$ 4,1 bilhões.

Na ação, foram bloqueados R$ 20 milhões em bens. Patrick Abrahão, marido de Perlla, é um dos presos na ação.

Estão sendo cumpridos seis mandados de prisão preventiva contra os líderes da organização criminosa e 41 mandados de busca e apreensão, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Goiás, Maranhão e Santa Catarina.

As investigações da Operação “La Casa de Papel” foram iniciadas no município de Dourados (MS), após a autuação de dois suspeitos que se deslocavam para a fronteira do Paraguai, com escolta armada, transportando esmeraldas avaliadas em 100 mil dólares, sem origem legal, em 2021.

Como funcionava o esquema

A empresa gerenciada pelos investigados oferecia pacotes de investimentos a partir de 15 dólares, com promessa de ganhos diários, que poderiam chegar a até 20% ao mês e mais de 300% ao ano, através de transações no mercado de criptoativos por supostos “traders” a serviço da empresa, os quais seriam utilizados para multiplicar o capital investido.

Investimentos com lucros vindos de minas de diamantes e esmeraldas que a empresa possuía no Brasil e exterior, em mercado de vinhos, de viagens, também eram oferecidos.

Além de vender a imagem de que toda a empresa era legalizada em diversos países do mundo, os investigados, usavam as redes sociais para persuadir as vítimas com o discurso de sucesso pessoal e de investimentos, com muitas publicações de ostentação, como viagens internacionais para Dubai, Cancun e Europa.

Todo dinheiro arrecadado era movimentado em contas bancárias dos investigados, empresas de fachada, parentes, além de terceiros ligados ao grupo, que, inclusive, contou com a auxílio de uma entidade religiosa que, sozinha, movimentou mais de R$ 15 milhões.

Criptomoedas

Em 2021, o grupo criou e lançou duas criptomoedas, sem qualquer lastro financeiro, para manter a pirâmide financeira o mais tempo possível em atividade, as criptomoeadas foram utilizadas para pagar os investidores.

No entanto despois de uma ação de manipulação de mercado para a valorização de uma das moedas que em apenas 15 horas, estava em 5.500%, com pico de até 38.000%, as criptomoedas perderam todo o valor.

G1*

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