Operação mira milícia investigada por chacina e mortes de jornalistas e vereador em Maricá

Uma operação realizada na manhã desta sexta-feira mira uma milícia que age em Maricá, na Região dos Lagos do Rio. A ação é decorrente dos inquéritos que investigam a chacina que deixou cinco jovens mortos, em 25 de março de 2018, e o assassinato do jornalista Robson Giorno, em 25 de maio deste ano. Equipes da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, estão nas ruas para cumprir 39 mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao grupo paramilitar.

São investigados um policial civil e cinco PMs. Um deles é André Luiz Ribeiro Vieira, suspeito de ser o elo entre a milícia e Polícia Civil. Ele é também suspeito de ser miliciano e X-9 (informante) da delegacia. Apesar de não ser policial, ele trabalhava na 82ª a DP, de acordo com as investigações.

O ex-comandante da companhia de Maricá, capitão Marcelo Barreto, que deixou a função no ano passado, também é investigado. Outro alvo dos mandados de busca e apreensão é o policial civil Carlos Danilo dos Santos.

De acordo com a Polícia Civil, a maioria dos mandados está sendo cumprida em Maricá, mas há equipes também em endereços na capital, em São Gonçalo (Região Metropolitana) e da Baixada Fluminense.

Segundo as investigações da DHNSGI, parte da quadrilha participou diretamente da execução dos jovens e do jornalista. Além dessas mortes, o bando é também suspeito de outros três assassinatos: o do também jornalista Romário da Silva Barros, em 18 de junho deste ano, e do vereador Ismael Breve e do filho dele, Thiago Marins, dentro de casa, em 22 de agosto. Todos os crimes pelos quais a quadrilha é investigada aconteceram em Maricá.

Fonte: Jornal Extra

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