Municípios seguem orientação do Ministério da Saúde e ficam sem a 2ª dose da vacina

O Ministério da Saúde anunciou em março a liberação imediata do uso de todo estoque de vacinas contra a Covid-19 para a 1ª dose. As vacinas estavam armazenadas por estados e municípios para aplicação da 2ª dose. Até esta ocasião, os lotes destinados à 2ª dose vinham sendo armazenados para garantir o reforço da população. A autorização para o uso de todo estoque na aplicação da 1ª dose foi dada pelo ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Na mesma nota, divulgada pelo órgão, o Ministério da Saúde divulgou a distribuição aos estados de 5 milhões de doses da vacina nas semanas seguintes. A decisão teria levado em consideração a previsão de entrega das vacinas pelo Instituto Butantan e pela Fiocruz, que dependem da chegada da China de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) importado para a produção.

Com base em diretrizes do Programa Nacional de Imunização (PNI), no início da campanha, 50% das vacinas destinadas pelo Ministério da Saúde aos estados e municípios foram reservadas para a 2ª dose. Em fevereiro, o governo federal adiantou que haveria mudança na estratégia da vacinação contra a Covid-19 porque o ritmo de chegada das vacinas seria acelerado. No final do mesmo mês, a orientação era reservar doses para a 2ª dose.

Esta semana, Campos e outras cidades do país anunciaram a suspensão temporária da 2ª dose da Coronavac porque não recebeu do Ministério da Saúde novas doses do imunizante. O município aguarda a chegada de mais doses para continuar a vacinação.

– O que estamos vivendo em Campos não é uma situação isolada. Todos os municípios estão passando por essa situação, pois todos recebem as mesmas orientações do Ministério da Saúde que distribui para todos os estados, que repassam aos municípios. Hoje, chegamos ao patamar de 83.000 vacinados de 1ª dose e 32 mil de 2ª dose. Em breve, chegaremos a 100.000 vacinados de 1ª dose de Covid, o que representará 1 em cada 5 campistas vacinados. Em 2010, quando começamos a vacinar H1N1, vivemos situações parecidas porque, em alguns poucos momentos, as doses também foram insuficientes. As polêmicas eram as mesmas em especial com as crianças pois recebiam duas doses com intervalo de um mês entre a 1ª dose e o reforço. O Ministério da Saúde na época teve dificuldades de entrega na parcela final da 2ª dose. Fizemos uma ampla proteção com aplicação generosa da 1ª dose e, depois, os estudos mostraram que estávamos certos. Quando chegou a 2ª dose, todos tomaram – informa o subsecretário de Atenção Básica, Vigilância e Proteção da Saúde, Charbell Kury.

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