Mulher é presa pela morte da amiga no RJ; suspeita chegou a alegar ter sido obrigada por assaltante a esfaqueá-la - Tribuna NF

Mulher é presa pela morte da amiga no RJ; suspeita chegou a alegar ter sido obrigada por assaltante a esfaqueá-la

Algemas, prisão

A Polícia Civil do RJ prendeu uma mulher pela morte de uma amiga, em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do RJ. Anna Clara de Assis Barroso de Oliveira Couto de Farias foi presa nesta quarta-feira (17) em Petrópolis, na Região Serrana.

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Segundo a 132ª DP (Arraial do Cabo), Anna Clara matou, com a ajuda de pelo menos um comparsa, a amiga Nayra Jeovanna Coutinho de Souza, a golpes de faca e queimaduras com gasolina.

Após o crime, na madrugada de 18 de abril, Anna Clara procurou a polícia, dizendo ter que as duas tinham sido vítimas de um roubo. Mas tudo não passava de uma farsa.

Amiga forjou roubo

Aos investigadores, Anna Clara disse que ela e a amiga estavam a caminho da Região dos Lagos, quando decidiram parar para fazer xixi. Foi quando, segundo ela, foram surpreendidas por dois homens em um moto anunciando o roubo.

Segundo Anna Clara, o piloto roubou o celular e outros objetos de Nayra e fugiu. O carona, segundo ela, entrou no carro delas e seguiu em direção à Região dos Lagos. Ao chegar a um locar ermo, perto do Praia do Pneu, teria ordenado que as duas dessem facadas uma na outra.

Anna Clara contou que, sob ameaça, acabou esfaqueado Nayra. Em seguida, seguida ela, o criminoso jogou um líquido inflamável nas duas e fugiu por uma área de mata.

A suspeita relatou ainda que conseguiu pegar carona na estrada e seguiu até a Delegacia de Araruama, mas a amiga, segundo ela, não teve a mesma sorte e acabou sendo alcançada pelo criminoso, que ateou fogo nela.

Nayra foi socorrida por moradores de um condomínio próximo ao local, mas, após dias internada com quase 70% do corpo queimado, não resistiu aos ferimentos.

Durante a investigação do caso, o setor de inteligência da polícia identificou, a partir de laudos periciais e provas colhidas na 132ª DP, que a versão de Anna Clara era “contraditória e incongruete”, e que os indícios apontavam para a participação dela no crime.

A polícia pediu, então, a prisão temporária da suspeita e fez busca e apreensão em endereços ligados ao comparsa dela.

Fonte: G1

Alerj

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