MPRJ pede prisão do ex-procurador geral de Justiça Cláudio Lopes; o caso envolve campistas

O Ministério Público do Rio de Janeiro pediu, mais uma vez, a prisão do ex-procurador geral de Justiça do estado Cláudio Lopes.

Dessa vez, ele é acusado de beneficiar financeiramente um parente durante as obras para reformar o Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã.

No ano passado, Cláudio Lopes chegou a passar 40 dias preso, mas acabou sendo solto após decisão liminar – provisória – do Superior Tribunal de Justiça.

Quem decidirá sobre o novo pedido de prisão é o desembargador Elton Leme, do Órgão Especial do Tribunal de Justiça fluminense. O magistrado já é relator de outra ação penal contra Cláudio Lopes.

A denúncia, apresentada no ano passado, diz que Cláudio Lopes teria beneficiado financeiramente o marido da prima de sua esposa, Vitor Patrão Manhães.

Os investigadores identificaram que Vitor procurou um diretor da empresa Setha, pertencente ao grupo Prosegur Tecnologia, dizendo que poderia ajudá-lo na obtenção de contratos de vários projetos em andamento, dentre eles as obras públicas que aconteciam no Maracanã.

Na ocasião, eles ajustaram que, em caso de sucesso, Vitor Patrão Manhães receberia, por intermédio da sua empresa RGV, o percentual de 5% do valor do contrato.

Foi então que, de acordo com a denúncia, Cláudio Lopes procurou o ex-governador Sérgio Cabral.

Em depoimento, o ex-governador confirmou esse pedido. Disse que Cláudio Lopes era íntimo de Vitor, e teria oferecido em troca proteção total a Cabral e ao grupo dele.

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O pedido do ex-procurador geral foi atendido e as empresas Prosegur Tecnologia e Setha foram subcontratadas pelo Consórcio Maracanã, com um contrato de quase R$ 70 mil.

Vitor acabou ficando com 7% do valor final do contrato, ou seja, R$ 5 milhões.

Sérgio Cabral disse ainda que, em um segundo momento, a pessoa ligada a Cláudio lopes, “beneficiária” do contrato firmado com o Consórcio Maracanã, teria entregado propina à organização criminosa.

Essa entrega, de acordo com o ex-governador, aconteceu através do denunciado Sérgio de Castro Oliveira, na quantia aproximada de R$ 300 mil.

Segundo os investigadores, a relação de Cláudio Lopes com os familiares de sua esposa é tão grande que, ao assumir o cargo de procurador-geral de Justiça, Lopes nomeou para um cargo em comissão Guilherme Patrão Manhães, irmão de Vitor Patrão Manhães.

Além de Lopes, também foram denunciados o marido da prima da mulher do ex-procurador geral, Vitor Patrão Manhães, o ex-governador Sérgio Cabral, o ex-secretário de Governo Wilson Carlos e Sérgio de Castro Oliveira, o Serjão, um dos operadores financeiros que virou colaborador da justiça.

Prisão e soltura

Cláudio Lopes foi preso em novembro de 2018 após a denúncia que ele receberia uma mesada de R$ 150 mil da organização criminosa chefiada por Sérgio Cabral.

No mesmo mês, o Orgão Especial do Tribunal de Justiça decidiu pela manutenção da prisão preventiva.

Mas em dezembro de 2018, Cláudio Lopes ganhou a liberdade depois de ser expedida uma liminar do Superior Tribunal de Justiça.

Fonte: G1

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