Miguel Iskin é novamente preso no Rio

A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira (4), em sua casa, na Zona Sul do Rio, o empresário Miguel Iskin.

O empresário já havia sido preso na Operação Fatura Exposta, deflagrada pela PF em abril de 2017, e que visava a acabar com um esquema de fraudes na compra de próteses para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia e para a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro.

Meses depois, Miguel Iskin foi beneficiado por uma primeira decisão do ministro Gilmar Mendes que garantiu a ele o direito de cumprir pena em casa sobre os desvios praticados pelo grupo de empresários e que chegou a R$ 300 milhões.

Em julho e agosto de 2018, Miguel Iskin foi alvo também nas Operações Ressonância e SOS, deflagradas pela Força-tarefa da Lava-Jato no RJ.

Na Ressonância, por exemplo, Iskin foi investigado e denunciado pelo Ministério Público Federal, junto com outras 22 pessoas, por supostamente fraudar licitações do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, o Into, e da Secretaria estadual de Saúde na gestão Sérgio Côrtes (também denunciado), juntio com um grupo de empresas.

Segundo as investigações, desde 1996 Iskin liderava o cartel de fornecedoras de materiais hospitalares que fraudavam as licitações do Into. Os procuradores estimam que o prejuízo aos cofres públicos tenha chegado a R$ 600 milhões.

Quatro meses depois da prisão, na operação SOS, em dezembro de 2018, os advogados de Miguel Iskin obtiveram uma liminar concedida, novamente, pelo ministro Gilmar Mendes.

O caso agora foi levado à 2ª Turma do STF, que determinou a prisão preventiva do empresário.

G1*

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