Justiça determina quebra de sigilo bancário e fiscal do presidente da Alerj

A Justiça do Estado do Rio de Janeiro aceitou o pedido do Ministério Público (MPRJ) determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal do deputado estadual André Ceciliano (PT-RJ), presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Ele é investigado por movimentação financeira suspeita de funcionários do seu gabinete. Essas movimentações foram reveladas em um relatório de inteligência financeira produzido na operação Furna da Onça, da Lava Jato no Rio.

Após a autorização da quebra de sigilo, o desembargador Marcos Ibrahim mandou que Ceciliano seja citado. Fontes do Ministério Público afirmaram que a citação é incomum em processos sigilosos como este.

Sobre a decisão, o deputado André Ceciliano afirmou que já tinha oferecido dados fiscais e bancários ao Ministério Público. Disse também que não tem medo das investigações e as considera positivas para esclarecer os fatos. Ceciliano disse ainda está na política desde 1998 e que “só perdeu patrimônio” no período.

O caso

Um relatório, feito pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou como suspeitas operações bancárias de 74 servidores e ex-servidores da Alerj durante o período de janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Segundo o documento, três servidores ligados ao deputado André Ceciliano movimentaram R$ 45 milhões.

No fim de janeiro, Ceciliano exonerou sua assessora Elisângela Barbiere, que era uma das pessoas citadas no documento. Ela recebia R$ 7,7 mil por mês, mas a assessora movimentou R$ 26,5 milhões num período de 6 anos.

G1*

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