Hospitais particulares de Campos relatam cenário crítico com aumento de internações

Durante a reunião do Gabinete de Crise nesta sexta-feira (19), os representantes dos hospitais particulares falaram sobre o cenário nestas unidades de saúde que atingiram os 100% dos leitos. Para eles, a situação é considerada crítica. Além do prefeito Wladimir Garotinho e do vice-prefeito, Frederico Paes, também participaram da reunião representantes do Ministério Público, Defensoria, vereadores e da sociedade civil. Na reunião, ficou definido o fechamento do comércio a partir deste sábado (20) até o domingo da semana seguinte, dia 28 de março, entre outras regras que serão publicadas em Diário Oficial. Atualmente, o município possui 100% dos leitos ocupados: 13 adultos e 4 crianças estão na fila de espera por UTI no município.

O médico Rodrigo Venâncio, presidente da Unimed, falou sobre a gravidade da situação. “A situação é crítica. Hoje, temos 100% de nossa ocupação de leitos de UTI e enfermarias. Estamos buscando medicação e respiradores mas, além do preço estar fora do valor de mercado, não há disponibilidade. Temos projeto para ampliar leitos de UTI Covid, mas só falta material e equipamentos. Tivemos hoje resposta para entrar em fila de espera para receber respiradores em abril. E a gente teme que duas semanas seja muito tempo para receber esses respiradores”.

Martha Henriques, diretora-administrativa do Hospital Geral Dr. Beda apontou: “A situação é caótica. Estamos tentando ampliar mais cinco leitos de UTI Covid. Todos estão sendo atingidos. As equipes estão cansadas, a mão de obra está escassa, os medicamentos e materiais estão faltando porque a pandemia já dura mais de um ano. A escassez existe porque a velocidade de transmissão não dá tempo para as grandes fábricas colocarem seus produtos. A demanda aumentou, a oferta se manteve, e isso majorou os preços, não apenas para o poder público, mas também para a iniciativa privada, está tudo acima da realidade anterior à pandemia. O problema não é do Brasil, não é do Estado, dos municípios, é em todo o mundo. É preciso que toda sociedade neste momento se uma”.

Ascom*

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