Governador em exercício exonera presidente interino do Rioprevidência após recomendação do MP

O governador em exercício do Rio, Ricardo Couto, exonerou o presidente interino do Rioprevidência, Nicholas Cardoso.
Na semana passada, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro pediu o afastamento de Cardoso enquanto investiga aportes de R$ 118 milhões feitos pelo Rioprevidência em instituições financeiras não cadastradas.
À época das aplicações, Nicholas Cardoso ocupava o cargo de diretor de investimentos do fundo. Os aportes ocorreram após vir à tona o escândalo envolvendo o Banco Master, que também recebeu recursos do Rioprevidência.
O governo do estado informou que já há substituto para o cargo: o procurador do estado Felipe Derbli de Carvalho Batista foi nomeado para a função.
Cardoso assumiu provisoriamente o cargo quando o então presidente, Deivis Antunes, foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) e deixou a função.
O aporte de R$ 118 milhões em 3 fundos de investimentos geridos por instituições financeiras não cadastradas junto à autarquia, o que contraria normas do Conselho Monetário Nacional e do próprio Rioprevidência, foi mostrado em exclusividade pela GloboNews.
O fundo estadual é responsável pelo pagamento de benefícios previdenciários a 235 mil servidores do RJ e seus dependentes, como aposentadorias e pensões.
As aplicações foram feitas no fim de dezembro do ano passado, quando Nicholas era o diretor de investimentos do Rioprevidência.
O credenciamento prévio das instituições antes que sejam feitos investimentos evita a exposição do fundo a fraudes, má gestão e prejuízos, de acordo com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
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