Ex-secretário da Seap Raphael Montenegro deve sair da prisão neste domingo

Deve deixar a cadeia neste domingo (22) o ex-secretário de Administração Penitenciária do RJ Raphael Montenegro. Ele foi preso pela Polícia Federal (PF) na última terça-feira (17) por suspeita de negociar acordos com chefes do Comando Vermelho — a maior facção criminosa de tráfico de drogas do estado.

O prazo da prisão temporária de Montenegro se encerrou neste sábado (21).

Montenegro foi exonerado no mesmo dia da prisão. Foi substituído por Victor Poubel, que ficou apenas três dias no cargo. O delegado Fernando Veloso assumiu a pasta nesta sexta-feira.

Montenegro foi alvo da Operação Simonia, Raphael Montenegro, que também prendeu dois subsecretários da Seap — Wellington Nunes da Silva, da gestão operacional, e Sandro Farias Gimenes, superintendente.

Segundo as investigações, a cúpula da Seap negociou acordos “em troca de influência sobre os locais de domínio destes traficantes e outras vantagens ilícitas”.

Entre os acordos, estariam:

  • o retorno de criminosos presos na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, para o Rio de Janeiro;
  • a entrada de pessoas e itens proibidos em unidades prisionais fluminenses;
  • a soltura irregular, em 27 de julho, de Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha, de 50 anos, “um criminoso de altíssima periculosidade, contra quem havia mandados de prisão pendentes”.

Visitas a chefes do CV

Durante a investigação, chamaram a atenção da PF as visitas que Montenegro fez a chefes do Comando Vermelho encarcerados no Paraná.

O nome da operação, Simonia, faz referência a uma prática medieval em que detentores de cargos trocavam benefícios ilegítimos por vantagens espúrias. A força-tarefa também contou com o Ministério Público Federal (MPF) e o Departamento Penitenciário Federal (Depen).

Montenegro foi nomeado secretário no fim de janeiro por Castro, à época ainda governador em exercício, em substituição a Marco Aurélio Santos.

Um pedido de viagem feito em maio levantou as suspeitas sobre ele e os subsecretários, que passaram a ser investigados por uma força-tarefa envolvendo a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e o Departamento Penitenciário Federal.

Escutas autorizadas pela Justiça registraram Montenegro negociando com vários líderes da facção, como Marcinho VP, FB, Claudinho da Mineira, Arafat e Marreta.

G1*

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