22/06/2024
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ENEL deixa quase 100 mil famílias de Niterói e de São Gonçalo sem luz mesmo após prazo dado pela Justiça

Quase 100 mil famílias de Niterói e de São Gonçalo ainda estavam sem luz na noite desta segunda-feira (20), 48 depois que uma tempestade afetou a infraestrutura de energia da Enel. Houve protestos nas duas cidades.

A situação da empresa Enel se torna a cada mais insustentável, diante da prestação de serviços de péssima qualidade e da absoluta desatenção com os clientes, que padecem dias a fio sem o fornecimento de energia e com a falta de qualquer informação sobre o restabelecimento.

Também nesta segunda-feira, a Justiça tinha determinado que a Enel restabelecesse o fornecimento de energia em Niterói em até 6 horas, sob multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento. Esse prazo já expirou, mas clientes seguiam no escuro na manhã desta terça-feira (21).

A Prefeitura de São Gonçalo informou que 9 postos de saúde e 15 escolas, com 4.500 alunos, não abriram nesta terça por falta de energia.

Às 8h desta terça, a Enel informou que 97% dos clientes já tinham sido atendidos, mas não detalhou as áreas ainda no blecaute.

Um dos bairros ainda sem luz é o Fonseca. Comerciantes relatam prejuízos diários de R$ 15 mil por causa do apagão.

Na Rua São Januário, a padaria do Seu Carlos Eduardo amanheceu no breu. “Ninguém dá resposta para a gente. A Enel chegou a vir aqui, tirou fotos, e prometeu normalizar na tarde de ontem [segunda-feira]. Até agora nada, e o prejuízo está péssimo”, lamentou.

Patricia Leal trabalha com marmitas e acumula prejuízo. “A conta está lá, para ser paga, dia 23, inclusive. Nós já fizemos até boletim de ocorrência. O que a gente bebe? Agora, por exemplo, acabou a água, porque não tem bomba para mandar para cima. Eu perdi tudo no congelador”, reclamou.

“Tem bebês e senhoras que dependem de insulina! É um caso de calamidade. As pessoas não têm nem medicamento.”

Protestos

Ao longo da segunda-feira, foram realizados protestos pedindo o restabelecimento de energia. Manifestantes atearam fogo a pneus e a montanhas de lixo, fechando ruas importantes, como os acessos à Ponte Rio-Niterói, no Ponto Cem Réis, no Fonseca.

A Polícia Militar chegou e usou balas de borracha contra os manifestantes.

No Centro de Niterói, o trânsito ficou complicado na Marquês de Paraná, onde moradores também se manifestaram contra a falta de luz.

Um outro grupo também protestou em frente a um caminhão da Enel concessionária responsável pela região, na Rua Francisco da Cruz Nunes, em Pendotiba.

Fonte: Agenda do Poder

Alerj

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