Edmar Santos afirma ter sofrido ameaças na cadeia e revela quem indicou o advogado de Witzel; veja o termo de colaboração

O ex-secretário estadual de Saúde Edmar Santos revelou, em depoimento, ter sofrido ameaças enquanto esteve preso em Niterói, Região Metropolitana do Rio, em uma cadeia exclusiva de policiais — Edmar já foi da PM.

As afirmações constam do acordo de colaboração firmado com o Ministério Público Federal (MPF) e homologado esta semana pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Edmar Santos afirmou que sofreu pressão enquanto esteve preso para informar se tinha fechado algum tipo de acordo de delação. Segundo ele, um sargento — que também estava preso — tentou por diversas vezes obter informações sobre colaboração premiada.

Edmar relatou também que um policial que trabalhava no presídio avisou que ele deveria trocar de advogado. Esse policial afirmou ainda que caso obedecesse, “o grupo não o abandonaria”.

O ex-secretário disse acreditar que o recado tenha vindo do grupo do Pastor Everaldo. Everaldo é o presidente nacional do PSC, o partido do governador Wilson Witzel, e foi candidato à Presidência, em 2014.

Edmar também revela que recebeu indicações sobre o advogado de Witzel, que até pouco tempo fazia ferrenha oposição ao governador.

Edmar Santos foi preso no mês passado após uma operação do Ministério Público Estadual em uma operação que investigava fraudes na compra de respiradores. Acabou solto há uma semana, a pedido do MPF, porque se tornou um colaborador da Justiça.

Confira o termo de um dos 33 anexos: Manifestacao_MPF_Pet_13538

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